Conflitos - Argélia

Conflitos - Argélia

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De 1952 a 1956 desencadeou-se na África do Norte o terrorismo contra a ocupação francesa. Em 1954, as forças rebeldes da Frente de Libertação Nacional, estimuladas pela derrota francesa na Indochina e pelo apoio da opinião publica internacional, atacaram os franceses em setenta lugares diferentes em toda a Argélia. Num contra-ofensiva, que envolveu quinhetos mil soldados e após violenta repressão à população árabe, as forças metropolitanas desestruturaram a oreganização rebelde em Argel, a capital.

A iminência de uma guerra civil na França levou o general De Gaulle a assumir o poder e colocar-se à frente do movimento militar, em maio de 1958. Controlando os extremistas, promulgou em outubro uma nova constituição, instituindo-se a Quinta Republica francesa, e decidiu-se pela negociação. Num plebiscito, em 1961, De Gaulle obteve carta branca para desenvolver conversões em busca de paz e da criação da Argélia livre. A ala conservadora do exército, contraria à independência da região, tentou um golpe de estado - fracassado - contra De Gaulle.

Estabelecendo acordos com os nacionalistas argelinos, a França reconhecia, em 1962, a independência da Argélia. Depois de dez anos de lutas e de aproximadamente um milhão de argelinos mortos, formava-se a Republica Democrática Argelina, presidiado Bem Bella, da Frente de Libertação Nascional.

Com a morte de Houari Boumediene, responsável por uma politica externa pró-União Soviética, em 1978a Argélia reformou sua política internacional, reaproximando-se da França, Estados Unidos e outros países ocidentais. Mais tarde, em 1989, foi a vez da abertura política interna, quando, em meio ao pluralismo partidário, ganhou força o grupo fundamentalista islâmico que pregava a reorganização do pais com base no Corão, que foi vitorioso nas eleições de 1991.

Nas eleições de 1995, num ensaio de normalização política interna, foi vitorioso o candidato preferido pelos militares, Liamine Zeroual, em grande parte devido ao afastamento do grande pleito dos radicais islâmicos do FIS e do boicote eleitoral por outras forças democráticas e socialistas.

O governo do presidente Zeroual, mesmo ampliando gestões para entendimentos nacionais, reforçou a incógnita quanto à real possibilidade de livrar a Argélia de seu conflito civil, cujo custo ultrapassou os 50 mil mortos, entre 1992 e 1995.

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