CERN recria Big Bang, o momento primordial do Universo

CERN recria Big Bang, o momento primordial do Universo

Por

Data Histórica (10-09-2008)

O maior acelerador de partículas do Mundo já foi colocado em funcionamento com sucesso

Correu bem a primeira tentativa para colocar em funcionamento o maior acelerador de partículas do Mundo. Os cientistas do CERN conseguiram pôr a circular um feixe de milhões de protões naquele que é o primeiro passo para a recriação dos primeiros momentos do Universo.

O Grande Acelerador de Hadrões foi inaugurado esta manhã no Laboratório Europeu de Física de Partículas em Genebra.

Foram necessários quase 30 anos e 8 mil milhões de euros para concluir o projecto.

Numa primeira tentativa, os cientistas tiveram sucesso em colocar em circulação um feixe de milhões de protões.

Os investigadores conseguiram fazer com que as partículas dessem uma volta completa no túnel circular de 27 quilómetros, no território entre a França e a Suíça.

O grande objectivo das equipas envolvidas no projecto era fazer com que as partículas dessem uma volta completa ao túnel, de forma a possibilitar a identificação de novas partículas elementares.


Três décadas em busca do Big Bang

Após uma espera de quase 30 anos, o novo acelerador de particulas vai finalmente permitir a recriação dos primeiros momentos do Universo.

A comunidade científica que trabalha naquele que é o maior laboratório do Mundo tem como objectivo mais importante recriar o "Big Bang" - teoria segundo a qual o Universo tem início numa explosão, emergindo de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos.

Dessa forma, serão geradas temperaturas 100 mil vezes mais elevadas do que as do centro do Sol.

Os trabalhos hoje iniciados no CERN são considerados como a mais arrojada experiência científica jamais colocada em prática.



Portugal membro de pleno direito

O maior acelerador de partículas que hoje começou a funcionar na Suíça tem vários componentes vitais construídos em Portugal.

Alguns desses componentes vão em breve passar a ser usados em Medicina. Exemplo disso é um novo aparelho que vais ajudar no diagnóstico do cancro da mama.

Mas não são só componentes físicos que têm a marca portuguesa - também a comunidade científica do laboratório, composta por mais de 9 mil investigadores, conta com uma centena de cérebros lusos.

RTP
2008-09-10 16:38:59

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=362536&visual=26&tema=2

Leia também! Assuntos relevantes