A Independência do Brasil

A Independência do Brasil

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Processo de Independência do Brasil
O processo de independência do Brasil teve início em 1808, quando a família real portuguesa veio para a colônia fugindo da invasão napoleônica. O período já vinha sendo marcado por grandes transformações políticas, econômicas e sociais no Brasil.

Ao chegar ao Brasil, Dom João VI cumpriu acordos firmados com a Inglaterra e tratou de abrir os portos brasileiros às demais nações do mundo. Esse fato trouxe mudanças significativas para o país.

Com o estabelecimento de novos tratados de comércio, a liberação da entrada de produtos estrangeiros no país e os questionamentos da sociedade sobre os benefícios da família real e os impostos cobrados, o Brasil começou a viver a iminência da independência.

Em 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, se tornando sede do governo português. Isso levou o país a duas revoluções: a Revolução Pernambucana e a Revolução do Porto.

A partir desse momento, os cidadãos brasileiros e portugueses passaram a exigir a volta imediata de D. João para Portugal, fato que só ocorreu em 1821.

Ao partir, D. João deixou no Brasil o príncipe regente, D. Pedro, que passou a governar sob uma forte turbulência política.

Em 9 de dezembro de 1821, chegou ao Rio de Janeiro o decreto da Corte que determinava o término da Regência e o retorno de D. Pedro para Portugal. Nesse momento, o Partido Brasileiro e outros grupos políticos passaram a cobrar a independência.

Entre as principais figuras do processo de independência do Brasil destaca-se José Bonifácio, até hoje considerado o Patriarca da Independência.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, acontecia uma coleta de assinaturas pedindo a permanência de D. Pedro no Brasil. Com isso, o imperador passou a desobedecer às ordens da Corte e decidiu ficar no país, declarando: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico!”.

D. Pedro passou a ser cobrado para a convocação de uma Assembléia Constituinte, o que aconteceu em 13 de junho de 1822.

Depois disso, a independência passou a ficar cada vez mais perto. Finalmente, no dia 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro voltava de Santos, ele parou com sua comitiva próximo ao riacho Ipiranga, onde recebeu três cartas: uma da Coroa, uma de José Bonifácio e outra de sua esposa, a princesa Maria Leopoldina.

A princesa aconselhava o marido com as seguintes palavras: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Com base na leitura das três cartas, D. Pedro resolveu romper relações com Portugal e disse: “Independência ou morte!”.

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