Apesar de ter começado nos anos 1950, o Op Art teve um desenvolvimento relativamente lento, ganhando força e representatividade na década de 1960. Eram pinturas baseadas em recursos visuais, principalmente na ilusão de ótica e tinha por objetivo serem obras mais de visualização do que de expressão propriamente.

A Op-art eram obras excessivamente cerebral, sendo até mais próxima da ciência e com possibilidades ilimitadas. A representação do movimento através da pintura está presenta em praticamente todos os trabalhos, tendo como base estudos psicológicos sobre a vida e sobre a física da óptica.

As principais características do movimento eram:


  • Fazer o observador ser um participante.
  • Explorar a falibilidade do olho pelo uso de ilusões de óticas.
  • Busca nos efeitos ópticos sua constante alteração.
  • Defender a arte “menos expressão e mais visualização”.
  • Oposição de estruturas idênticas que interagem umas com as outras, produzindo o efeito ótico.
  • Quando as obras são observadas, dão a impressão de movimento, clarões ou vibração, ou por vezes parecem inchar ou deformar-se.
  • Busca nos efeitos ópticos sua constante alteração.
  • As cores têm a finalidade de passar ilusões ópticas ao observador.

Em 1965 ocorreu a primeira exposição totalmente voltada a Op-Art, no Museu de arte moderna de Nova York, e foi batizada de “The Responsive Eye” (O Olho que Responde). A exposição apresentou 123 obras entre pinturas e esculturas de diversos artistas que representavam o movimento tais como Vasarely, Riley, Cruz-Diez entre outros.

O museu atraiu muitos visitantes que ficaram intrigados com a mistura de arte e ciência e teve muito sucesso entre o público em geral, porém não agradando muito os críticos da época que foram contrários ao movimento.

Op-art, arte


Conheça um pouco dos principais artistas que criaram e movimentaram a Op- Art pelo mundo

Victor Vassarely (1908-1997) artista húngaro, considerado o precursor da Op Art. Influenciado pela arte cinética, construtivista e abstrata e ao movimento Bauhaus. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas, coloridas ou em preto e branco. São engenhosamente combinadas, de modo que através de constantes excitações ou persistências retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo, que se modificam desde que o contemplador mude de posição.

Os seus trabalhos são então essencialmente geométricos, policromáticos, multidimensionais, totalmente abstratos e intimamente ligados às ciências. Sugere facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade, como diz o artista, por outro lado, solicita ou exige a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como uma obra aberta.
Em Aix-en-Provence, na França, está localizada Fundação Vasarely, criada em 1966 pelo próprio artista, com o objetivo de construir um centro para promover suas ideias de arte para todos e da cidade do futuro.

Bridget Riley (1931), artista londrina, estudou na Golsmith´s school of Art em Londres e foi uma das principais protagonistas da pintura britânica dos anos 70. Muito influenciada por Victor Vasarely, liderou, junto a ele, o começo da Op Art. O estilo de Riley é marcado por listras que se sobrepõem às curvas onduladas, discos concêntricos e quadrados ou triângulos que se repetem. Devido à organização sequencial e a relação de cores de suas obras, há a criação de sensações óticas de ritmo nas superfícies, que parecem vibrar.

Jesús-Raphael Soto (1923-2005), artista venezuelano famoso pelos seus “penetráveis”, obra destinadas a penetração do público como forma de interagir com o produto artístico. Estudou na Escola de Arte de araçás e foi diretor da Escola de Belas Artes em Maracaibo, na Venezuela. Teve trabalhos expostos em vários museus importantes.