Interferência de ondas

Quando duas ondas estão em superposição no espaço, o evento recebe o nome de interferência de ondas. Há dois tipos de interferência:

  • Interferência construtiva
  • Interferência destrutiva

Um dos exemplos mais comuns da interferência de ondas é quando o nosso telefone celular começa a tocar perto da caixa de som do computador. De imediato, podemos perceber que a caixa de som começa a chiar. Outro exemplo clássico de interferência de ondas se dá quando viajamos de avião e recebemos a orientação que, durante um voo de avião, o celular deve permanecer desligado. Essa medida de segurança é tomada para que não haja interferência de ondas.

O que são as ondas?

Pulsos de energia são classificados como ondas, que podem se propagar pelo espaço sob forma periódica. Quando duas ondas ocupam a mesma posição no espaço, acontece a interferência, gerando uma onda diferente, com outra intensidade, conhecida como franjas de interferência, uma espécie de terceira onda gerada pelo encontro das duas onda que se sobrepuseram no espaço.

A interferência de ondas foi registrada pela primeira vez em 1801, por Thomas Young. Em seu experimento, ele comprovou que as ondas de luz também sofrem interferência da mesma maneira que as ondas do mar podem sofrer.

A interferência pode ser estudada a partir de dois conceitos a respeito das ondas:

  • Comprimento de uma onda
  • Amplitude de uma onda

Normalmente, a letra A é utilizada para simbolizar a amplitude da onda, o que se trata da altura da onda, medida do ponto de equilíbrio até a máxima altura. A distância do ponto mínimo até o ponto de equilíbrio é referente à amplitude negativa da onda.

A letra λ lambda é utilizada para simbolizar o comprimento da onda, medido através da distância que existe em dois pontos idênticos e sucessivos do pulso da onda que está sendo analisada.


Classificação dos tipos de onda


Interferência Construtiva

Este tipo de interferência acontece quando as ondas sobrepostas possuem a mesma fase, sendo que uma garante mais força para a outra, criando uma onda maior a partir da interferência.

Matematicamente, também é possível comprovar a onda obtida através da interferência construtiva:

Fórmula: A resultante = A1 + A2

A1 – amplitude da onda 1

A2 – amplitude da onda 2

A1 = A2 = A, já que são ondas idênticas. Segue a fórmula:

Aresultante = A + A

Aresultante = 2A


Interferência Destrutiva

Neste tipo de interferência, o que acontece é a destruição das duas ondas, que se apresentam em fases distintas, havendo aniquilação de ambas. Isso acontece justamente porque as ondas não estão na mesma fase. Matematicamente, a ocorrência é comprovada da seguinte maneira:

Aresultante = A1 + A2

A1 = A e A2 = - A – estes dados devem servir para serem substituídos na equação apresentada acima.

Logo temos:

Aresultante = A1 + A2

Aresultante = A + (-A)

Aresultante = A - A

Aresultante = 0

Para ajudar no entendimento, a equação contempla ondas com comprimento e amplitude idênticos. Porém, a equação pode ser usada em interferências que apresentam amplitudes distintas, mas que possuem as mesmas propriedades.

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