Fauvismo

Na França, o fauvismo (de fauves, ou fera) busca a harmonia e o equilíbrio da composição por meio de cores intensas e não naturalistas. Dança, de Henri Matisse, é uma das obras representativas do movimento.
Conhecido também como o Movimento das artes plásticas caracterizado pela rejeição da perspectiva linear, pelo uso arbitrário
de cores puras e contrastantes e pelas formas simplificadas e pouco semelhantes às da natureza.
Começa oficialmente em 1905 com uma exposição de jovens pintores em Paris. Eles são
chamados de fauves (feras em francês) por um crítico que considera suas obras bastante
agressivas. O rótulo, inicialmente pejorativo, é adotado pelo grupo para nomear o movimento.

Como no expressionismo, o objetivo do fauvismo não é retratar fielmente a realidade. A idéia é
causar impacto exprimindo sensações e emoções. Por isso, além de contrário à arte tradicional, é
uma reação ao impressionismo. O fauvismo, porém, não se caracteriza pela postura de esquerda de
muitos expressionistas alemães. Os fauvistas concentram-se nos problemas estéticos e abrem
caminho para a abstração.

A inspiração para essa forma de pintar vem de Van Gogh, Gauguin e Cézanne. O líder dos fauvistas
é o francês Henri Matisse. Influenciado pelas artes oriental e africana, pinta naturezas-mortas,
interiores e nus femininos. Uma de suas obras-primas é A Alegria de Viver. Outros nomes
importantes são André Derain (1880-1954) e Georges Braque (1882-1963). A partir de 1908, o grupo
se dispersa. Somente Matisse se mantém fiel às bases do fauvismo. No Brasil não existiram
fauvistas no sentido exato do termo, e sim pintores, como Anita Malfatti, influenciados por obras de
Matisse e de Braque.

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