A Geografia e o Meio Ambiente na Nova Ordem Mundial

A Geografia e o Meio Ambiente na Nova Ordem Mundial

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O conceito de Nova Ordem Mundial diz respeito ao poder, à influência e as divisões geográficas que marcam as principais nações do mundo, ou seja, os países mais ricos. A forma como estas nações poderosas lidam com fatos geopolíticos e ambientais reflete nos países em desenvolvimento e nas nações que vivem em situação de pobreza.

A tomada de decisões na Nova Ordem Mundial concentra principalmente as nações da Europa e os Estados Unidos. Com forte influência, estes países acabam determinando os rumos dos acontecimentos em questões de interesse global, como o meio ambiente e a geografia, por exemplo.


Resultado da Globalização

Essa realidade foi desenvolvida a partir da globalização e da criação de uma estrutura de interdependência entre os diversos países do mundo. O aumento populacional, o desenvolvimento das cidades e a necessidade de aumento na produção de alimentos e bens de consumo criaram um cenário extremamente negativo para o meio ambiente.

Somados ao intenso desmatamento das florestas e à poluição causada pelo homem, estes fatos deram origem a um caos ambiental no planeta, com predomínio do desequilíbrio e chance de escassez de recursos naturais.

Estes impactos têm relação direta com o estilo de vida e consumo que os países ricos impuseram ao resto do mundo. Mercadorias, indústrias, máquinas e circulação e descarte de produtos marcam a sociedade moderna.

Diante desta realidade, alguns grupos têm tentado implantar uma consciência ecológica entre a população e os governos mundiais, principalmente nos países desenvolvidos. Contudo, os interesses econômicos parecem predominar, e a exploração dos recursos naturais e o consumo excessivo continuam acontecendo de forma sistemática, sem que existam programas ou políticas ambientais eficazes para controlar os danos.


Políticas Ambientais no Mundo

As políticas ambientais vêm sendo tratadas por diversos países do mundo desde a década de 1960. Nos Estados Unidos, por exemplo, criou-se o National Environmental Policy Act (NEPA) em 1969, que exige a elaboração de Relatórios de Estudo de Impactos Ambientais, que são importantes mecanismos de controle durante a instalação de novos empreendimentos. O objetivo é mitigar os danos e promover a recuperação ambiental.

A ONU também vem atuando fortemente nas questões ambientais. Com a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a responsabilidade pelos prejuízos ambientais é compartilhada entre os países mais desenvolvidos e ricos do planeta. As reuniões têm evoluído diversos temas relevantes, como o controle do aumento da temperatura global, por exemplo. Mas, infelizmente, as nações poderosas ainda enfrentam divergências quando o assunto é garantir seus múltiplos interesses.

Hoje, existem algumas metas e estratégias para conciliar o desenvolvimento econômico e social das nações e a preservação do meio ambiente. Evitar o aquecimento global intenso tem sido a maior preocupação dos países e blocos de nações.

O que deve ser feito para controlar os prejuízos ambientais

Enquanto os mecanismos não se tornam mais rígidos, os países subdesenvolvidos são os que mais sofrem com a exploração que causa a degradação ambiental. Isso acontece devido à grande dependência que estes países possuem em relação às nações ricas. O resultado é o agravamento das desigualdades sociais, a instabilidade financeira e os enormes prejuízos ao meio ambiente e aos recursos naturais.

A principal tendência do momento em termos de ecologia é o uso do termo sustentável. O tão conhecido desenvolvimento sustentável precisa se tornar uma realidade em todos os países. Só assim será possível aliar a questão ambiental ao desenvolvimento socioeconômico.

O ecologicamente correto e as tecnologias limpas precisam fazer parte da vida da sociedade moderna. Caso contrário, os países seguirão por um caminho sem volta de degradação ambiental.

A problemática da questão ambiental deve ser encarada como algo primordial para a sobrevivência humana. A chamada Ciência Geográfica, tão presente na Nova Ordem Mundial, pode ajudar a transformar a sociedade e a consciência dos cidadãos, a fim de promover uma efetiva transformação nos padrões de consumo, produção e no tratamento dado às questões ambientais.

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