Região Norte do Brasil


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Região Norte do Brasil

É a região de maior extensão territorial (3 851 560 km²) e também a menos populosa: apenas 6,9% dos 147 milhões de brasileiros (1991). As densidades demográficas são muito baixas, com média de 2,6 habitantes por km², no estado de Roraima vivi apenas 0,94 habitantes por quilômetro quadrado, ou seja, para cada km² há menos de uma pessoa.

A região é difícil de ser efetivamente ocupada, pois a densa floresta e o clima equatorial úmido não facilitam a produção humana. Durante séculos, as únicas "estradas" foram os rios. Mesmo assim, esses rios não são navegáveis em todo o seu curso.

No passado, as atividades econômicas desenvolvidas na região eram apenas extrativas: borracha, castanha, plantas medicinais e ornamentais, aves, peixes etc. Nas últimas décadas, porém, tem-se intensificado o ritmo de ocupação, com o alargamento da fronteira agrícola, o estabelecimentos de amplos projetos agropecuários, de exploração mineral e de extração de madeira, levando à abertura de rodovias de integração. Tudo isso tem sido realizado em ritmo acelerado, sem levar em conta o equilíbrio da natureza; a agressão à fauna e à flora é constante através das queimadas, do desmatamento, da mineração intensiva, de caça e pesca predatórias. Além de tudo está ameaçada a sobrevivência do índio que sempre habitou essa região.

Situam-se na região norte os estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Amapá e Roraima, sendo a criação dos três últimos definida pela Constituição de 1988.


A Grande Região Norte
A ocupação humana e toda a atividade econômica da Região Norte foi condicionado pela presença do rio Amazonas e da extensa floresta amazônica.

Isolada, e contando, durante muito tempo, apenas com o transporte fluvial para as comunicações internas, a região teve no extrativismo vegetal sua principal fonte de riqueza. A agricultura encontrou sérios empecilhos a seu desenvolvimento: A pobreza do solo, após a derrubada das florestas, as grandes distâncias e insuficiência dos meios de transporte, além da escassez de, além da escassez de mercado consumidor, já que a região é pouco povoada. Em meados da década de 70, só a metade das terras cultiváveis eram de fato utilizadas . Ainda assim, quase 50% do valor da produção da Região é proveniente da agricultura.

Cultiva-se, arroz, cana, coco, cacau, tomate, batata-doce, amendoim, café, algodão, sisal, mandioca, juta e pimenta do reino. Estes três últimos produtos são os mais intensamente comercializados.

A criação de bovinos não é significativa, desenvolvendo-se a pecuária leiteira somente nas regiões de Belém e Manaus, onde há bons pastos e ausência de enchentes. A pecuária de corte concentra-se principalmente na Ilha de Marajó., que possui o maior rebanho de Búfalos do mundo. Com a política governamental de integração e povoamento da amazônia, a região tem se transformado. Na década de 70, longas estradas cortam a região, grandes empresas instalam-se na área e desenvolvem-se detalhadas pesquisas do subsolo, rico em minerais. A corrida em direção às riquezas amazônicas tem originado, porém, graves problemas, como a destruição de grandes extensões de matas, a invasão das reserva indígenas e deficientes condições de vida dos colonos.


Complexo Regional da Amazônia
Na Amazônia há 80 mil espécies de vegetais e 30 milhões de espécies animais. A região engloba a totalidade do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, o oeste do Maranhão e o norte dos estados de Tocantins e Mato Grosso, constituindo 57% do território brasileiro. A Amazônia expande-se para outros países da América do Sul, como Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Estudos recentes, elaborados a partir da análise de imagens fornecidas por satélites e por radares, demostraram ser o relevo amazônico bem mais diversificado do que se supunha. Destaca-se uma ampla bacia sedimentar formada pelo rio Amazonas e seus afluente. Existem também depressões, baixios, planaltos e área montanhosas, onde se localizam as maiores altitudes do país. A Amazônia é habitada por cerca de 140.000 índios que vivem em reservas, como os ianomamis e os caiapós. Há também índios que não foram contatados pelo homem branco.

Boa parte dos recursos naturais e minerais da região continua inexplorada.


A Economia da Região Amazônica
A economia amazônica foi durante muito tempo voltada ao extrativismo vegetal (borracha natural, catanha-do-pará, guaraná, ervas, medicinais e aromáticas). A pecuária também era praticada em regiões cobertas por campos naturais na ilha de Marajó e em partes do Amapá.

Durante o regime militar, especialmente no governo Médici, ocorreu a dinamização da Sudam (órgão estatal responsável pelo planejamento na região), e a Amazônia integrou-se ao capitalismo nacional e internacional. Ansiosos por romper o isolamento do imenso território amazônico, os militares iniciaram a construção de grandes rodovias, como Transamazônica e a Cuiabá-Santarém, e do porto de Santarém (localizado no rio Amazonas), com o objetivo de integrara região ao resto do Brasil e ao mundo, facilitando o escoamento dos produtos destinados à exportação.


Manaus
Fundada no século XVII, Manaus viveu o seu apogeu durante o século XIX, no período conhecido como o ciclo da borracha, que durou de 1890 a 1920. Nessa época, foram construídas grandes obras, como o teatro Amazonas. Manaus foi a segunda cidade brasileira com iluminação elétrica, inaugurada em 1897.

Com a aclimatação da seringueira outras regiões do globo, o Brasil deixou de monopolizar a produção de borracha. Manaus passou a enfrentar um período de declínio. Com a criação da Zona Franca em 1967, o governo brasileiro tentou reverter essa situação.



Bibliografia:
Enciclopédia Novo Método de Ensino Fundamental e Médio
Enciclopédia Novo Conhecer Brasil (Abril cultural)
Internet






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