Região Centro Oeste do Brasil


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Região Centro Oeste do Brasil

Você poderá observar que, o Centro-Oeste passou por grandes transformações nas últimas décadas, especialmente depois da construção de Brasília em 1960.

Tentaremos mostrar da forma mais clara, que a criação de gado é a atividade mais importante. E que os produtos mais cultivados são soja e arroz, destinados à exportação, utilizando métodos modernos.

A exploração de minérios não é muito importante, com destaque apenas ao manganês e no Maciço de Urucum.

A vegetação é variável conforme as regiões de contatos a predominância é o cerrado onde se encontra o clima tropical, que pode ser encontrado na maior parte da região.


Desenvolvimento

Divisão política e hidrografia
O Centro Oeste é a segunda macroregião brasileira em área territorial, possuindo 1604850 km2 (18,9% da área do país). É formada por 3 estados – Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – alem do Distrito Federal, onde se localiza Brasília a capital do país.

No Brasil, a bacia platina é subdividida em três bacias menores, a do rio Paraná, a do rio Paraguai, localizadas em sua maior parte no Centro-Oeste, e a do rio Uruguai.

O rio Paraguai, cujo as nascentes ficam no estado do Araporé, no estado de Mato Grosso, recebe águas de diversos afluentes, entre eles os rios Cuiabá, Taquarí e Miranda.


Clima e vegetação
O clima dominante é do tipo tropical, com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno ceco. As temperaturas são elevadas o ano todo.

Na porção setentrional da região, principalmente no norte e nordeste do estado de Mato Grosso, aparece o clima equatorial úmido, com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo, e na porção meridional no sul do estado de Mato Grosso do Sul, na área cortada no Trópico de Capricórnio verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão.

A vegetação dominante na região Cen¬tro-Oeste é o cerrado, característico do clima tropical. Trata-se de urna formação arbustiva, ou seja, vegetação de pequeno porte, que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos por urna grossa cama¬da de cortiça. Espalha-se por urna extensa área no interior do Centro-Oeste, inclusive alcan¬çando terras de outras regiões brasileiras.

Além dessa formação arbustiva domi¬nante, ainda encontramos áreas de floresta equatorial ao norte, matas galenas acompa¬nhando alguns nos na porção oriental da região e formações de campos no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Merece um destaque especial a vegetação da planície do pan¬tanal Mato-grossense. Nessa planície, em função de suas condições naturais muito par¬ticulares, aparecem associadas espécies ve¬getais dos mais diversos tipos, ou seja, flo¬restais, arbustivas e herbáceas, caracterizando a formação vegetal denominada comple¬xo do Pantanal.


Agropecuária
O Centro-Oeste manteve a sua atividade de produtora agropecuarista sempre voltada para o mercado interno para o abastecimento das áreas mais dinâmica do país. Nas ultimas décadas, no entanto, sua economia agropecuarista passou a se voltar também para os grandes mercados mundiais. Hoje o Cen¬tro-Oeste é um grande fornecedor de produ¬tos agropecuários, como grãos (soja e arroz) e carne, para as indústrias alimentícias do Cen¬tro-Sul e, especialmente de soja, para o mer¬cado externo.

A agricultura do Centro-Oeste vem au¬mentando rapidamente sua participação no total da produção brasileira em função de di¬versos fatores. O aumento da produtividade das áreas tradicionais que se modernizam com in¬vestimentos em máquinas, equipamentos e re¬cursos técnicos de fertilização e correção de solos é um deles. Outro fator é a incorporação de novos espaços que até bem pouco tempo ou eram dedicados a uma lavoura rudimentar de subsistência, ou eram áreas não aproveita¬das economicamente, mas que agora, com as chegadas das frentes pioneiras, vão sendo in¬tegrados a uma economia mais dinâmica.

Entre as principais áreas agrícolas, des¬tacam-se Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul), centros produtores de soja e trigo. Em Goiás, sobressai a região denomi¬nada "mato grosso de Goiás", ao sul de Goiânia, com a produção de soja, algodão e feijão, e o vale do Paranaíba, no Sudeste goiano, onde se tem algodão e arroz.

Com relação à pecuária, é importante dizer que a região detém cerca de 1/4 de todo o rebanho bovino brasileiro. Essa participação tende a aumentar, graças a uma série de fatores favoráveis, tanto de ordem natural, como o relevo de topografia plana e a vegetação aberta do cerrado, como de ordem político-¬econômica abertura de estradas, formação de pastos e melhoria genética dos rebanhos.

O sistema de criação que predomina é o extensivo, tendo em vista que a região dispõe de grandes espaços e é, ao mesmo tem¬po, um enorme vazio demográfico. O objeti¬vo mais importante é a produção de carne para as indústrias frigoríficas do Centro-Sul. A prin¬cipal área de criação está no pantanal Mato¬-grossense, onde, além dos bovinos, também são criados bufalinos, com os mesmos objeti¬vos econômicos e sob as mesmas condições de criação.

As dificuldades econômicas dos pe¬cuaristas da região fizeram surgir uma nova atividade nas fazendas, o ecoturismo.


Mineração e indústria
A origem geológica de grande parte do território do Centro-Oeste, datada do Pré-cambriano e do Paleozóico, permite que a região apresente grandes possibilidades de ocorrência de recursos minerais. A produção de minérios, no entanto, é ainda pouco signi¬ficativa quando comparada à de outras regiões brasileiras, como o Norte e o Sudeste.

Entre as ocorrências registradas, mere¬cem destaque as produções de ferro e manganês encontrados no maciço de Urucum, no interior do pantanal Mato-grossense.

A extração é feita pela Companhia Vale do Rio Doce, com a maior parte da produção direcionada para o mercado externo, repre¬sentado pelos vizinhos Paraguai, Argentina e Uruguai. O escoamento para esses países se faz pelo porto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e pela navegação fluvial no rio Para¬guai, que é navegável cm toda a sua extensão.

Uma parte menor da produção está voltada para o mercado interno, sendo consumida na própria região, na pequena si¬derurgia local, ou sendo transportada para as siderúrgicas do Sudeste, especialmente para a Cosipa, na Baixada Santista.

Entre as outras reservas minerais da região, destaca-se a de níquel, importante re¬curso para a indústria do aço, que tem sua maior ocorrência na cidade de Niquelândia, ao Norte de Goiás. Essa reserva é responsável por 80% da produção brasileira do minério.

No extrativismo vegetal, sobressaem a extração de látex (borracha) e de madeiras cm geral, na porção setentrional da região, e de erva-mate e madeiras, na porção meridional.

O setor industrial é muito precário e se restringe às atividades ligadas à produção agroextrativa, como as indústrias de benefi¬ciamento de arroz, pequenos frigoríficos indústrias de couro, além de algumas metalúr¬gicas e madeireiras, que, no conjunto, absor¬vem um pequeno contingente de mão-de-obra e se utilizam de equipamentos e recursos téc¬nicos pouco avançados. Nessas condições, é pouco significativa a participação da produção industrial regional.


Brasília
A história da criação de Brasília data do período colonial. Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal já acredita¬va na necessidade de se localizar a sede da colônia no interior. Os participantes da Incon¬fidência Mineira, na segunda metade do século XVIII, também pretendiam a interio¬rização da capital, que deveria ser São João Del Rei (Minas Gerais).

Em 1 822, um deputado de Lisboa propôs que "no centro do Brasil, entre as nascen¬tes dos confluentes do Paraguai e do Amazo¬nas, funde-se a capital deste reino, com a de¬nominação Brasília". No mesmo ano, Ritter Von Schaeffer, alemão radicado no Brasil, pro¬pôs que Brasília fosse construída na latitude 15º S e longitude 48º W. A localização da ci¬dade é na latitude 15º47’27” S e longitude 47º52’55” W.

Em 15 de março de 1956, Juscelino Kubitschek assinou a "Mensagem de Aná¬polis", criando a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e oficializando o nome de Brasília para a capital a ser cons¬truída. Em setembro desse mesmo ano, o ar¬quiteto Oscar Niemeyer foi convidado para dirigir a construção e, em março de 1957, presidiu o júri que, por unanimidade, esco¬lheu o projeto urbanístico de Lúcio Costa, ou seja, o plano-piloto.

Desde sua inauguração, em21 de abril de 1960, a capital federal assistiu a uma re¬núncia, uma deposição, urna ditadura militar que durou mais de 20 anos, uma campanha malsucedida por eleições diretas, além de elei¬ção indireta de um presidente civil que não tomou posse, sendo substituído pelo seu vice, e uma eleição livre e democrática de um pre¬sidente que sofreu impeachment por corrup¬ção. Por tudo isso, Brasília é a capital das es¬peranças. Sua divisa, Venturis ventis, signifi¬ca "aos ventos que hão de vir", em latim.



Conclusão
Conclui-se que, devido as condições naturais as atividades agropecuárias sempre foram as mais importantes, mas nos últimos anos ela vem se destacando no mercado interno e externo.

As atividades industriais são voltadas apenas para práticas agropecuárias. E a mineração é praticada com pouco destaque ao ferro e ao manganês.

Observou-se também que o clima predominante da região Centro-Oeste é o tropical onde aparecem os cerrados, porém, nas zonas de contato com outras regiões há grandes variações. Encontramos também, grande riqueza no complexo do pantanal mato-grossense.





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