Harry Laus

Seguiu a carreira militar, aposetando-se em 1964. Foi renomado crítico de Artes,
conhecido no Brasil inteiro por sua intensa atividade jornalística que se estendeu por trinta anos. E também foi escritor, atividade que, somada à de leitor, constituiu a verdadeira paixão de sua vida. Publicou muitas novelas e contos na França, inclusive Les Jardins du Colonel, traduzido no Brasil como Os Papéis do Coronel. Para a tradutora francesa, Harry Laus atinge a emoção sem desperdícios, através de intenso trabalho.
Era um escritor muito meticuloso, consciente e refletido. Escrever era um trabalho ao qual ele se atirava com sua habitual seriedade e um frenético desejo de atingir "o resultado, o sumo, a essência", nas palavras do Coronel desse romance. Aliás, único romance de Harry Laus. Em Os Papéis do Coronel, o texto coloca seriamente a questão do escrever, deixando-nos o testemunho do processo literário de Harry Laus, suas angústias, questionamentos e seu caminho interior.
Harry Laus nasceu em 1922, em Tijucas, e morreu em Florianópolis em 1992.

Obras Publicadas:
Os Incoerentes, Ao Juiz dos Ausentes, Monólogo de uma Cachorra sem preconceitos,
As Horas de Zenão das Chagas, Sentinela do Nada e outros.

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