Vírus Zika

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O Ministério da Saúde divulgou, no dia 12 de janeiro de 2016, que o Brasil já registra 3.530 casos suspeitos de microcefalia causados por Vírus Zika. De acordo com o boletim, as notificações da malformação foram confirmadas em 724 municípios de 21 Estados brasileiros, sendo Pernambuco a região com mais casos suspeitos, cerca de 1.236 ocorrências.

O vírus Zika foi inicialmente registrado no Brasil em 2014, e a região Nordeste do país é a mais afetada pela doença. Segundo infectologistas, essa é a maior epidemia de Zika já registrada no mundo.

O transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, responsável também pela dengue e febre chikungunya. Os principais sintomas de Zika são: febre baixa, manchas no corpo, fadiga, dor de cabeça, entre outros. A doença dificilmente causa a morte de adultos, mas tem preocupado muito por causa da relação que vem sendo estabelecida entre o vírus Zika e a ocorrência da microcefalia em bebês. Essa condição está deixando as gestantes em estado de alerta.

O que é o Zika Vírus?

O Zika é um vírus que já foi registrado em diversos locais do mundo, como em países da África e na Polinésia Francesa. Trata-se de uma doença viral aguda, que é transmitida pelo Aedes aegypti. Normalmente, os sintomas do Zika desaparecem em até sete dias em adultos.

Existem duas linhagens conhecidas do vírus: a linhagem africana e a asiática. O primeiro sintoma evidente costuma ser a febre aguda. Aproximadamente 80% das pessoas infectadas não desenvolvem sintomas.

Com a relação entre o Zika e a microcefalia, torna-se imprescindível o combate ao mosquito transmissor, evitando as fontes de água limpa e parada. É importante ressaltar que as larvas vivem por uma semana e, depois, tornam-se mosquitos adultos.

As epidemias de Zika são mais comuns em regiões tropicais, como o Brasil. Os mosquitos se alimentam do sangue humano para garantir as proteínas que necessitam para formar seus ovos.

Prevenção

O Aedes aegypti pica os seres humanos com mais frequência nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. Geralmente, as pessoas não percebem as picadas, pois, diferentemente do mosquito comum, a picada do Aedes não coça. As áreas do corpo mais picadas são os pés, joelhos, pernas e panturrilhas.

Para prevenir a doença, é importante combater os focos do mosquito e usar repelente todos os dias. No caso de suspeita de Zika, procure um hospital e solicite um exame de sangue. Caso a doença seja confirmada, um tratamento será indicado para o alívio dos sintomas até a completa recuperação do paciente.

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