Vinicius de Moraes, conhecido como o “poetinha brasileiro”, nasceu no dia 19 de outubro de 1913, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Seu nome de registro era Marcus Vinitius da Cruz de Melo Moraes.

Filho de Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, Vinicius de Moraes começou a escrever poemas enquanto ainda estava no colégio. No ano de 1927, ele ingressou no mundo das composições, escrevendo suas primeiras canções em parceria com Paulo, Haroldo e Oswaldo Tapajós.

Vinicius foi descrito em sua biografia como o “Poeta da Paixão”. Ele viveu a poesia e se tornou um ícone da MPB (Música Popular Brasileira). Durante sua vida, Vinicius de Moraes se casou nove vezes.


Vida e obra de Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes estudou o secundário no Colégio Santo Inácio. A partir de 1927, ele passou a se apresentar com um conjunto musical em festas. O poeta se formou em letras e cursou Direito, na Faculdade de Direito do Catete, hoje conhecida como Faculdade Nacional de Direito (UFRJ).

Em 1936, ele se tornou representante do Ministério da Educação. Neste período, conheceu os poetas Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.

Em 1938, Vinicius de Moraes recebeu uma bolsa do Conselho Britânico e viajou para estudar língua e literatura inglesas na renomada Universidade de Oxford. Nesta época, sua vocação como poeta já era notável, e Vinicius escreveu Novos Poemas, Cinco Elegias e Poemas, Sonetos e Baladas.

Em 1940, nasceu a primeira filha de Vinicius, batizada de Suzana. O poeta trabalhou como crítico de cinema, como chefe da caravana de escritores e como colaborador articulista em jornais e revistas. Ele fundou, com Rubem Braga e Moacyr Werneck de Castro, a roda literária do Café Vermelhinho, no Rio de Janeiro.

Vinicius também atuou na carreira diplomática e foi diretor do Suplemento Literário do periódico "O Jornal". Em 1946, ele assumiu um cargo diplomático nos Estados Unidos, onde viveu na Califórnia por cinco anos.

O poeta voltou ao Brasil em 1950, e em 1953 nasceu sua segunda filha, Georgiana. Nesse momento, começou a escrever sambas e crônicas diárias.

Em seguida, o próximo destino de Vinicius de Moraes foi Paris, onde trabalhou como segundo secretário de Embaixada. Em 1956, retornou para o Brasil em licença-prêmio, mas em 1957 foi transferido para a Delegação do Brasil na UNESCO.

Vinicius de Moraes também viveu no Uruguai. Depois de 1958, ele lançou um LP com músicas em parceria com Tom Jobim. A produção recebeu o nome de "Canção do amor demais" e deu início ao movimento da Bossa Nova. Vinicius também fez músicas com Carlos Lyra, Pixinguinha, Ary Barroso, Toquinho, Edu Lobo, entre outros parceiros. Em 1969, Vinicius de Moraes foi exonerado do Itamaraty.

Em 1979, o poeta sofreu um derrame cerebral durante uma viagem de avião. Em 1980, foi operado.

Vinicius morreu em 9 de julho do mesmo ano, em sua residência na Gávea, no Rio de Janeiro, aos 66 anos de idade. Ele está enterrado no cemitério de São João Batista, no Rio.

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