Unificação Italiana


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Unificação Italiana

Foi o processo que compreende a criação do reino da Itália unificada em 1861.

Após o Congresso de Viena de 1815, a Itália ficou totalmente dividida e, com os antecedentes de 1848, o sentimento nacionalista italiano estava limitado a pequenos grupos da aristocracia e da classe média.

O movimento revolucionário adquiriu um acentuado caráter nacionalista devido à atuação de Giuseppe Mazzini. Sua sociedade secreta, a Jovem Itália, organizou células revolucionárias em toda a península.

Pio IX, eleito papa em 1846, apoiou o fervor nacionalista, que culminaria com as revoluções de 1848. A primeira delas obrigou Fernando II de Bourbon, rei das Duas Sicílias, a outorgar uma Constituição para todo o reino.

O rei do Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto, publicou o Estatuto Fundamental (Constituição) e acreditou na necessidade de declarar guerra à Áustria.

Na primavera de 1848, a independência parecia imediata. Porém os piemonteses foram derrotados pelos austríacos e Carlos Alberto teve que abdicar em favor de Vítor Emanuel II.

A intervenção francesa acabou com a República instituída por Mazzini em Roma, apesar da defesa de Giuseppe Garibaldi. Apenas no Piemonte sobreviveu um regime constitucional.

A nomeação do conde Camillo Benso di Cavour para a presidência do Conselho, em 1852, permitiu a unificação da Itália em pouco mais de uma década.

Cavour e Napoleão III planejaram uma guerra contra a Áustria que foi derrotada nas batalhas de Magenta e Solferino, ficando a Lombardia sob o domínio de Vítor Emanuel II do Piemonte-Sardenha.

Os ducados da Toscana, Parma e Modena e parte dos Estados Pontifícios (as Marcas e a Úmbria) optaram, mediante plebiscitos populares, pela união com o Piemonte que se havia transformado no Reino da Itália do Norte no transcurso da primeira metade de 1860.

Garibaldi, por outro lado, pôs fim ao reino das Duas Sicílias, estabelecendo um Parlamento para representar toda a Itália, exceto Roma e Veneza, proclamando Vítor Emanuel II rei da Itália (17 de março de 1861).

Após a intervenção na Guerra Austro-prussiana (1866), aliando-se à Prussia, a Itália obteve o estado de Veneza pela Paz de Viena e, pelo apoio na Guerra Franco-prussiana (1870), recebeu os Estados Vaticanos.

As relações com o Papado foram normalizadas pelos Tratados de Latrão.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/unital.html




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