Um pouco sobre a medicina moderna

Um pouco sobre a medicina moderna

Medicina moderna
Com o estudo da anatomia humana e as leituras das obras greco-romanas, na Renascença, inicia-se, no final do século XV, a medicina moderna.


Farmacologia
A farmacologia moderna começa com os estudos do médico suíço-alemão Paracelso. Segundo ele, a medicina e a preparação de remédios devem se basear em leis físicas e químicas. Paracelso introduz substâncias minerais, como mercúrio, enxofre e ferro na confecção de remédios. Chama de arqueu a força geradora, responsável pela combinação dos elementos fundamentais sal, enxofre e mercúrio. A desunião dos três representa a doença.


Paracelso (1490-1541) ou Philippus Aureolus
Theophrastus Paracelsus, nasce em Eisnsiedeln, Suíça, e morre em Salzburg, na Áustria. Médico e alquimista, é considerado o idealizador da farmacologia moderna e também da homeopatia. Em sua obra Paramirum destaca a importância da observação clínica do paciente. Em experiências alquímicas, busca o bálsamo para a cura de todos os males, que ele chama de múmia.


Estudos de anatomia
Em 1543, ano da morte do polonês Nicolau Copérnico, que havia revolucionado a astronomia com o conceito de heliocentrismo, o anatomista flamengo André Vesálio publica A organização do corpo humano e revoluciona o conhecimento sobre o corpo humano. O tratado apresenta descrições e desenhos detalhados da anatomia humana e corrige mais de 200 erros da obra de Cláudio Galeno.


André Vesálio (1514-1564)
Nasce em Bruxelas, Bélgica. Forma-se em medicina em Louvain e especializa-se na Universidade de Pádua, a mais importante da Europa, na época. Depois de publicado seu livro sobre o corpo humano, é condenado à morte, pela Inquisição, por ter dissecado um corpo humano. Sua pena é comutada numa peregrinação a Jerusalém. Na viagem de volta, o navio naufraga e Vesálio morre na ilha de Zante, na costa da Grécia.


Descoberta da circulação
No século XVII, novos instrumentos, como o microscópio, ampliam os conhecimentos das ciências. O médico inglês William Harvey (1578-1657), fazendo experiências com animais, descobre que o sangueé distribuído pelo corpo em um fluxo contínuo e em um único sentido. No livro Sobre os movimentos do coração e do sangue (1628), apresenta o conceito de circulação sanguínea, que irá influenciar as técnicas cirúrgicas e também a veterinária.


Invenção da vacina
A prática da prevenção de doenças por meio de vacina começa na Europa no século XVIII. Em 1796, o médico inglês Edward Jenner (1749-1823) resolve testar uma lenda popular de sua terra natal, Gloucestershire. Dizia a lenda que as pessoas que contraíam varíola bovina quase nunca tinham a varíola humana. Jenner inocula então pus das feridas de uma mulher com varíola bovina em um menino de 8 anos. Mais tarde, o menino mostra-se imunizado contra a varíola humana.


Origem do nome Jenner
chama esse processo de vacinação, porque nele empregara a varíola bovina (vaccinia, em latim).


Pasteurização
Nome do processo de esterilização de líquidos desenvolvido por volta de 1850 pelo químico e biologista Louis Pasteur. Ao estudar o processo de fabricação de vinho, Pasteur descobre que a fermentação acontece por ação de microorganismos já presentes no líquido. Faz experiências e consegue eliminar os microorganismos, sem alterar as propriedades do produto, submetendo o vinho a alta temperatura por um tempo limitado (de 15 a 30 minutos, dependendo da temperatura). Esse processo e os estudos de Pasteur sobre germes (1862) e doenças infecciosas dão grande avanço à microbiologia e à assepsia cirúrgica e industrial.


Louis Pasteur (1822-1895)
nasce em Dole e morre em Villeneuve I'Étang, na França. Em 1847, torna-se doutor em física e química e lança tese sobre cristalografia. Descobre que a putrefação e a fermentação são causadas por microorganismos e desenvolve a vacina anti-rábica (1885). Em 1888 é inaugurado em Paris o primeiro Instituto Pasteur, onde o cientista trabalha até morrer. O instituto logo teria filiais em vários países.


Descoberta da penicilina
A mais importante arma contra doenças infecciosas, o antibiótico, é descoberta por acaso em 1928 pelo bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881-1955). Durante trabalho com a bactéria estafilococos, Fleming deixa acidentalmente que uma das culturas se contamine com mofo. Nota então que este mofo, o cogumelo Penicilium notarum, havia dissolvido a bactéria. Fleming observa que o Penicilium libera compostos e chama essa substância de penicilina, o primeiro dos antibióticos, amplamente usado a partir da década de 40 até hoje.


Principais grupos de medicamentos
Os avanços tecnológicos e a pesquisa médica permitiram o desenvolvimento de inúmeros medicamentos. A tendência é fabricar remédios de aplicação cada vez mais específica, principalmente em função da resistência das bactérias e vírus e do risco de dependência. Os medicamentos de uso mais difundido pertencem a três grupos principais:


Antibióticos
Agem sobre bactérias. A palavra quer dizer "antivida". Hoje existem mais de 200 tipos de antibióticos, desenvolvidos em função da resistência adquirida pelos diferentes tipos de bactérias. Um dos maiores desafios da medicina é desenvolver técnicas para impedir a proliferação das bactérias resistentes.


Antiinflamatórios
A cortisona, desenvolvida na década de 50, permite grande alívio ao reumatismo e outras inflamações. Hoje existem os antiinflamatórios não esteróides, que produzem menos efeitos colaterais e têm ação mais ampla. O atual desafio é fazer com que este tipo de medicamento seja menos agressivo ao estômago.


Psicotrópicos
Medicamentos que agem sobre o psiquismo. Agrupam quatro categorias: tranqüilizantes (diminuem a ansiedade e a tensão nervosa), antidepressivos (evitam ou atenuam a depressão), neurolépticos (produzem estado de indiferença psicomotora e suprimem surtos psicóticos) e soníferos (provocam sono). Todos têm propriedades diferentes e podem causar dependência.


Drogas ilegais
São produtos que alteram o funcionamento das atividades cerebrais e motoras e causam dependência. Seu consumo e comercialização são ilegais. O consumo excessivo, ou overdose, pode causar a morte.


Maconha
É a droga ilegal mais consumida no mundo. Conhecida também como marijuana e obtida de folhas e flores secas da planta Cannabis sativa. Das extremidades da Cannabis é obtido o haxixe, também consumido na forma de cigarro. A substância psicoativa da maconha e do haxixe é o delta-9-tetrahidrocannabinol (THC). Seus efeitos são euforia, loquacidade, aceleração do batimento cardíaco, secura da boca e olhos avermelhados. Entre as reações adversas estão a ansiedade aguda e o pânico. As conseqüências do uso constante são a redução da memória, distúrbios hormonais, dificuldade de concentração, perda de motivação, dificuldade no aprendizado e esterilidade temporária. Tipos mais potentes de maconha, como o skank, têm teor de até 33% de THC, enquanto os habituais não passam de 8%.


Cocaína
Vendida ilegalmente na forma cristalizada, como um pó branco. É amarga e inodora. É obtida a partir do tratamento, em laboratório, das folhas da Erytroxylum coca. Aspirada, tem efeito estimulante e provoca sensação de clareza mental. Representa risco cardíaco e, passado o efeito, provoca depressão. O uso pode causar quadro paranóico (desconfiança patológica), emagrecimento, falta de apetite e lesões na mucosa nasal.


Crack
Derivado químico da pasta de cocaína. É oferecido ilegalmente na forma de pequenas pedras. Fumado ou inalado, tem imediata absorção pelos vasos sanguíneos, provocando euforia e sensação de onipotência. É uma das drogas que mais depressa estimulam o cérebro e causam dependência. As seqüelas são alucinações, problemas respiratórios e de pressão arterial.


Ópio
Látex obtido por incisão dos bulbos da Papoula somniferum e conhecido dos sumérios há 5 mil anos; é a única droga que foi motivo declarado de uma guerra (Guerra do Ópio, entre China e Inglaterra, no século XIX). Aquecido e inalado, provoca euforia, seguida de sono onírico.


Morfina
É o primeiro derivado do ópio produzido em laboratório (1803). Usada como analgésico, provoca profunda dependência.


Heroína
também criada em laboratório, durante a busca de substituto seguro para a morfina. Em 1898, o Laboratório Bayer, na Alemanha, anuncia ter encontrado a diacetilmorfina, três vezes mais potente que a morfina. Por sua potência, a Bayer dá à substância o nome de heroína. Hoje está provado que a heroína vicia ainda mais que a morfina. Geralmente injetada, a droga modera as emoções e provoca sensação temporária de bem-estar. A abstinência causa diarréias, vômitos fortes e leva ao risco de morte por desidratação.


Cola de sapateiro e lança-perfume
Possuem substâncias classificadas entre as drogas inalantes. O toluene é o ingrediente ativo na cola. Tem efeito similar ao do álcool: euforia, perda da coordenação motora e, no extremo, vômitos e coma. Descoberto no século XIII e usado como anestésico, o éter, principal ingrediente do lança-perfume, passa a ter uso recreativo por volta de 1700, na Inglaterra. A substância deprime o sistema nervoso e pode provocar gastrite e enfarte.


Fonte:
http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/medicina.htm

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