Transnacionalização

A transnacionalização foi um fenômeno que começou a ser notado na década de 1960, com impactos diretos sobre a economia mundial. Neste período, as empresas multinacionais, com suas filiais espalhadas por diversos países, passaram a superar o comércio mundial em termos de valor de produção.

Com isso, a transnacionalização da produção alterou os padrões financeiros da época, fazendo com que os fluxos financeiros internacionais fossem maiores do que a inversão estrangeira no âmbito do comércio internacional.

Esse fenômeno econômico foi intensificado pela multinacionalização. O processo foi marcado pela formação de grandes grupos de empresas privadas atuando com estratégias globais. As empresas transnacionais passaram, então, a ser configuradas como organizações com faturamento, ou volume de negócios, que atingia, no mínimo, 500 milhões de dólares.

Normalmente, essa realidade acontecia em empresas com filiais implantadas em, pelo menos, seis países. Ocorreu também uma multinacionalização generalizada, com diversas empresas conquistando mercados externos.

Esse movimento causou, em alguns momentos, divergências entre governos locais e estrangeiros, além de ter colaborado para a falência de muitas empresas nacionais, ter intensificado o processo de êxodo rural e ter aumentado as transferências de lucro para os países sede de cada transnacional.

Resultados da transnacionalização

A transnacionalização da economia e da produção industrial provocou uma dependência maior dos países para com as nações mais ricas. Os espaços econômicos nacionais foram modificados, de acordo com os interesses das empresas multinacionais. Isso causou uma revolução na economia mundial e trouxe certa instabilidade para os sistemas de produção local.

De forma resumida, é possível dizer que o processo gerou uma internacionalização da produção capitalista. O surgimento deste espaço econômico mundial resultou na internacionalização do capital.

Neste contexto, os Estados Unidos, os países da Europa, o Japão e algumas outras nações foram bastante beneficiados. A transnacionalização também serviu para consolidar o poder norte-americano no mundo.

Em suma, a transnacionalização atingiu o capital, a estrutura geográfica, a economia e, consequentemente, a vida das pessoas. O processo de transnacionalização do capital alterou também todo o contexto trabalhista.

A transferência da produção industrial de seu país de origem para nações estrangeiras ampliou os espaços econômicos e criou uma nova escala internacional de atuação e uma padronização das normas de produção.

Esse fenômeno se espalhou pelo mundo inteiro, chegando à América Latina, América Central, África, Ásia, entre outras regiões do planeta. Atualmente, essa é a realidade da economia global, baseada na multinacionalização e nas relações internacionais.

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