Terremotos


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Terremotos

Por Leniz, Victor e Sérgio Estanislau DO AMARAL

Terremotos são movimentos naturais da crosta terrestre que se propagam por meio de vibrações. É importante salientar que os terremotos não são as causas das tragédias e sim as elevações construídas pelo homem. Daí a importância de se estudar os terremotos, a fim de se construir edifícios cada vez mais imunes a esses abalos tão naturais quanto à chuva. O número de perturbações sísmicas registradas anualmente é de mais de 1 milhão. Destas apenas 5 mil são percebidas pelo homem. A ciência que estuda os tremores da terra é chamada de sismologia. Os aparelhos usados para registrar os abalos sísmicos são chamados de sismógrafos (do grego seismos, tremor).

O Brasil encontra-se em área tectonicamente estável, isenta de terremotos freqüentes e de vulcanismo, graças à cicatrização definitiva da crosta pré-cambriana onde nos situamos. Mas mesmo no pré-cambriano podem ocorrer abalos quase todos fracos. Dos abalos registrados no Brasil até 1992, nenhum ocorrera no Piauí.


Efeitos geológicos dos terremotos
De um modo geral são pequenos, raramente afetando a topografia da região. Na região do Alasca tem-se verificado deslizes consideráveis de enormes massas de gelo, ocasionando por vezes a formação de um grande número de icebergs. Outro efeito comumente verificado em grandes terremotos é o aparecimento de fontes, muitas vezes quentes, graças à infiltração da água nas regiões profundas atingidas pelos falhamentos.


Causas dos terremotos
Os antigos filósofos já discutiam as causas dos abalos sísmicos. Tales imaginava que a terra firme se comportava como um grande navio boiando na imensidade das águas. Quando a agitação da água era demasiada causavam os tremores. Anaxágoras admitiu como causa a formação dos vapores originados do fogo central da Terra. Para Aristóteles, era o ar retido nas profundezas, que escapava explosivamente, determinando os terremotos.

Hoje em dia admite-se que os terremotos sejam originados por três causas diferentes motivadas por três diferentes processos geológicos.


Desmoronamentos internos superficiais:
Provocado pela dissolução de rochas pelas águas subterrâneas. Esse tipo de terremoto é de pequena intensidade e local. Em se tratando de abalos sísmicos de pequena intensidade tudo indica tratar-se de causas atectônicas, sendo provável o fenômeno da dissolução de rochas calcarias e a conseqüente acomodação dos blocos superiores. Outras vezes dá-se a acomodação de sedimentos pelo seu próprio peso, no caso de haver camadas espessas de argila.


Causas vulcânicas:
As atividades vulcânicas podem também ocasionar terremotos locais geralmente de pequena intensidade. Resultam de explosões internas ou de colapso, ou acomodações verificadas nos vazios resultantes da expulsão de magma.


Causas tectônicas:
São as responsáveis pela formação de grandes terremotos que podem propagar-se por toda a Terra. Os macrossismos (vibrações perceptíveis sem o auxilio de aparelhos) atingem até 2.000km de extensão. O local onde se originam os terremotos, dentro da crosta terrestre, é denominado hipocentro ou foco. O ponto da superfície situado acima do hipocentro é denominado de epicentro. Admite-se que a causa principal dos terremotos seja a formação de falhas que atuam nas áreas de instabilidade tectônica. Desta maneira, não se deve supor que os terremotos produzam falhamentos e, sim, que os falhamentos é que produzem terremotos.


Intensidade dos terremotos:
A distância do foco em relação ao local do terremoto e a heterogeneidade litológica das rochas influi na intensidade dos abalos. Os terremotos podem ser classificados em 12 categorias de acordo com o impacto causado.


Ondas sísmicas:
A propagação dos abalos dá-se por três tipos de ondas que se propagam graças à elasticidade das rochas.

Ondas Pà são ondas longitudinais, determinam as primeiras oscilações registradas nos sismogramas por serem as mais rápidas.

Ondas Sà são ondas transversais de menor velocidade que a anterior e se movimenta analogamente ao caráter vibratório da luz.

Ondas Là são ainda menos velozes que as precedentes e propagam-se na superfície terrestre.


Bibliografia:
Leniz, Victor e Sérgio Estanislau DO AMARAL, Geologia geral, 7a edição, São Paulo.


Fonte:
http://www.sociedadenewtoniana.kit.net/socnewtoniana/textoterremotos.htm





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