Terremoto no Haiti

Terremoto no Haiti

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Haiti: Os desafios da pobreza e da reconstrução
O mundo assistiu perplexo o país mais pobre da América sendo devastado por um terremoto de 7 graus de magnitude no dia 12 de janeiro de 2010. Este país é o Haiti, localizado na região leste da América Central.

Essa situação do Haiti responde à pergunta: Será que as coisas podem ficar piores do que já estão? Na história do país, a resposta foi sim. O terremoto de 2010 deixou pelo menos 200 mil mortos, 300 mil feridos, 4 mil foram amputados e uma população de um milhão de desabrigados.

Números grandiosos que demonstraram a situação de vulnerabilidade social em que se encontram os haitianos.

A capital do Haiti, Porto Príncipe, foi complemente destruída. A força da natureza impôs ao Haiti o desafio de tentar reconstruir uma nação já castigada pela miséria.

O Haiti está localizado na placa tectônica Caribenha que, por se tratar de uma placa pequena, é frequentemente comprimida pelas placas Sul-americana e Norte Americana. Isso faz com que a região do Haiti seja propensa a terremotos capazes de gerar grandes catástrofes, como a que aconteceu em 2010.

O terremoto do Haiti mobilizou o mundo. Na época, vários países, liderados pelos Estados Unidos, realizaram operações de ajuda ao Haiti, com envio de pessoal, equipamentos, alimento e dinheiro.

Celebridades mundiais também se uniram pela causa e realizaram o show “Esperança para o Haiti Agora”, que arrecadou algo em torno de US$57 milhões. O Brasil, que comanda uma força de paz da ONU no Haiti desde 2004, também contribuiu.

No entanto, hoje, um ano e meio depois da tragédia que devastou essa nação, manchetes estampam os principais jornais do mundo afirmando que menos da metade das doações prometidas ao Haiti durante a conferência das Nações Unidas em março de 2010 foi efetivamente entregue. A informação consta num relatório do Banco Mundial.

Parece que as cifras bilionárias de doações mundiais para a reconstrução do Haiti infelizmente não estão chegando ou sendo devidamente aplicadas. Hoje, o país continua vivendo uma epidemia de cólera, agravada pela falta de acesso à água potável e ao saneamento básico, e milhares de pessoas continuam vivendo em alojamentos improvisados, sem acesso a uma vida digna, à educação e à saúde.

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a reconstrução do Haiti ainda é uma “longa estrada a ser percorrida”.

Juliana Miranda - Equipe do GrupoEscolar.com
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