Segundo o Ideb a educação brasileira está melhorando. Será?

Segundo o Ideb a educação brasileira está melhorando. Será?

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O Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, é um indicador da educação brasileira que foi criado em 2005 pelo governo para medir a qualidade das escolas e redes de ensino do país. O indicador é calculado por meio da análise de desempenho dos estudantes.

O indicador confere notas às escolas do país e serve como incentivo para que diretores, professores, gestores públicos e pais acompanhem o desempenho do ensino público.

O Ideb é apresentado numa escala de zero a dez. O índice é medido a cada dois anos no Brasil.

Nos anos iniciais da pesquisa, o Ideb nacional era 5,0. Com o passar dos anos, o índice evoluiu e a meta para o ano de 2011 foi alcançada. O objetivo estipulado pelo governo é que o país tenha nota 6 até o ano de 2022, índice que colocaria o Brasil no nível de qualidade de ensino de países desenvolvidos.

Desde a criação do Ideb, o Brasil tem atingido as metas estabelecidas em quase todas as etapas do ensino básico, mas muitos especialistas em educação afirmam que o índice não demonstra a realidade do ensino público do Brasil.

Para muitos educadores, o indicador não representa a educação básica precária oferecida nas escolas brasileiras. O diagnóstico histórico da educação de base no Brasil é marcada por “quatro séculos e meio de total abandono e uma melhora nos últimos 50 anos”, conforme afirmou o pesquisador Zucco.

No Brasil, as deficiências da educação são causadas, principalmente, pela falta de valorização da profissão de professor, pela política educacional e pela falta de investimento em educação.

É possível dizer que a educação melhorou no Brasil entre 2009 e 2011, mas ainda existem estruturas de ensino precárias e uma formação equivocada dos professores para lidarem com as disparidades sócio-econômicas que existem entre os alunos das escolas públicas brasileiras.

Segundo o governo, a nota 5 obtida pelo Brasil no Ideb de 2011 é resultado do ensino fundamental de nove anos, do aumento dos investimentos em educação e das matrículas na educação infantil.

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