Savantismo

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O savantismo é um tipo de síndrome caracterizada pelo desenvolvimento de uma memória espetacular. As pessoas que apresentam a Síndrome de Savant intrigam os médicos e pesquisadores.

O savantismo é comum em cerca de 10% dos autistas do mundo. Nesses casos clínicos, os autistas apresentam uma memória tão boa, que são capazes de decorar livros inteiros, aprender diversos idiomas, decorar partituras de músicas e até desenvolver uma inteligência acima da média.

Apesar dessa super inteligência misteriosa, os portadores da síndrome apresentam muita dificuldade de comunicação, interação social e desenvolvimento.

Existem casos clínicos registrados de portadores da Síndrome de Savant que aprenderam a ler aos 2 anos de idade. Os relatos já foram apresentados em livros, filmes e documentários de tv.

O savantismo foi diagnosticado e estudado pela primeira vez pelo médico psiquiatra John Langdon Down, em 1887. Esse médico ficou famoso também por ter identificado a Sindrome de Down.

Em seus primeiros estudos sobre o savantismo, Down apresentou à sociedade médica de Londres o diagnóstico que ele chamou de "idiots savants", ou sábios idiotas. Desde a descoberta da síndrome, muitos estudos foram feitos para tentar explicar os motivos que levam uma pessoa a desenvolver o savantismo.

Alguns pesquisadores acreditam que a síndrome tenha relação com algum dano no hemisfério esquerdo do cérebro. As super habilidades dos portadores da síndrome estão englobadas nas áreas da música, da pintura, do desenho e dos cálculos matemáticos.

O savantismo costuma causar danos ao cérebro, pois deixa os pacientes sem a memória consciente. Assim, os portadores da síndrome fazem atividades cerebrais consideradas fantásticas de uma maneira automática, mas não conseguem sequer reconhecer um rosto.

Muitos gênios da história da humanidade eram savants, entre eles Isaac Newton e Albert Einstein.

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