República da Espada

A República da Espada foi um período em que o Brasil foi governado pelos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Isso ocorreu entre os anos de 1889 e 1894.

Durante esse período, o país viveu uma ditadura militar. Vários levantes populares e atos de repressão aconteciam pelo país. Existiam grupos que eram simpatizantes do imperador Dom Pedro II e que pediam a restauração da monarquia no Brasil.

O período histórico da República da Espada fez parte da primeira fase da República Velha, tempo no qual a política brasileira era controlada pelos militares. Esse grupo chegou ao poder como um governo provisório, logo após a Proclamação da República no Brasil. Esse governo estava sediado no Rio de Janeiro e tinha como líder o marechal Deodoro da Fonseca.

Durante o governo provisório, o país deixou de ter Assembleias Provinciais, Câmaras Municipais e Câmara dos Deputados. Todas as províncias foram transformadas em estados, e interventores militares foram nomeados para governar.

Foi neste período que a bandeira nacional republicana foi criada, com o lema “Ordem e Progresso”. Deodoro da Fonseca também decretou a separação entre igreja e Estado e a regulamentação do casamento civil.

Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto

Esse governo permaneceu ativo até a promulgação da Constituição, no ano de 1891. O período foi marcado por uma grande preocupação e cuidado com os interesses dos cafeicultores.

Deodoro da Fonseca ficou no poder entre 1889 e 1891, no chamado período de intervenção. Nesta fase, Dom Pedro II estava em Paris, França.

Em seguida, quem assumiu o governo foi Floriano Peixoto, presidente que reprimiu os movimentos contrários ao regime militar, chamados de Revolta da Armada e Revolução Federalista.

O período da República da Espada recebeu este nome justamente por que o país foi governado por militares. Essa foi uma fase de transição entre a monarquia e a república, e havia uma grande insegurança por parte das oligarquias, que temiam o retorno da coroa portuguesa.

Foi um momento em que a política assumiu os interesses dos militares e dos cafeicultores do sudeste. Os principais marcos da República da Espada foram a consolidação do sistema eleitoral no país, os ideais positivistas, a chegada do Estado Laico, com a separação entre igreja e governo; e o poder das oligarquias de cafeicultores.

Deodoro da Fonseca renunciou em 23 de novembro de 1891. Ao assumir, Floriano Peixoto contrariou a Constituição, que dizia que eleições presidenciais deveriam ser convocadas em caso de renúncia.

Peixoto comandou o país até o ano de 1894. Ele foi o responsável por organizar o processo eleitoral que elegeu seu sucessor, o presidente Prudente de Morais.

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