Principais doenças que afetam os professores Brasileiros

Principais doenças que afetam os professores Brasileiros

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Os professores são profissionais fundamentais para quaisquer outras profissões, pois sem eles não formaríamos novos profissionais. Essa profissão tão importante, assim como todas as outras, tem algumas doenças com maiores incidências em decorrência dos esforços que o corpo humano precisa fazer. Horas em pé sobrecarregando tendões, músculos, ossos e articulações, além de falar o dia inteiro e até mesmo gritar tentando se fazer ouvir entre os alunos fazem com que os professores sofram alguns problemas mais graves. Segundo a psicóloga Flávia Gonçalves da Silva, “A saúde do professor deve ser entendida como um problema da educação e da saúde, e o quadro é muito grave”. Segundo pesquisas realizadas em São Paulo, quase mil aulas deixam de ser dadas ao dia no estado devido às licenças de saúde usadas por professores. Mas quais são os problemas que mais afetam esses profissionais?


Distúrbios vocais e disfonias

Com a necessidade constante de fala e de elevação da voz, os distúrbios vocais e disfonias acabam estando muito presentes nos diagnósticos dos professores, e os leva muitas vezes ao afastamento e aposentadoria precoce. A emissão da voz, quando com dificuldades, é uma disfonia, que tem como sinais principais a ardência na garganta, variação na frequência habitual, rouquidão, dificuldade para manter a voz, cansaço ao falar e pigarros, entre outros.


Alergias

Alergias são também problemas graves em professores alérgicos ao giz, pois causa irritação na pele, olhos, além de problemas respiratórios e rinite.


Estresse

Devido ao descontrole causado por grandes turmas em que tem que ministrar aulas, além da carga de trabalho de horas a fio falando, grades desreguladas e sem turno fixo de horário, os professores acabam desenvolvendo um estresse muito grande, e isso pode prejudicar a memória, o sistema imunológico (trazendo ainda mais problemas de saúde), falta de energia e insônia. O estresse acaba sendo um dos principais vilões dos tempos atuais, não apenas nessa profissão, mas em diversas. Nesse caso, as condições de trabalho não favorecem, mas a dica é procurar meditações e técnicas de relaxamento para tentar amenizar o bombardeio de emoções que é estar em uma sala de aula.


Síndrome de burnout

A síndrome de burnout é um dos problemas que mais tem afetado aos professores em questão de saúde. Trata-se de uma exaustão tanto física quanto mental, que diminui a autoconfiança, energia, interesse e vontade de lecionar e ainda causa depressão, incapacidade produtiva e distúrbios afetivos. Essa síndrome é comumente confundida com estresse e síndrome do pânico, pois tem alguns sintomas em comum. São eles: sensação de que não conseguirá realizar o trabalho, angústia, palpitações, medo, sudorese, taquicardia, dores de estômago, enxaqueca e queda de cabelos.


O que fazer?

Em qualquer um dos casos, é importante procurar ajuda médica. Depressão, estresse, síndromes psicológicas entre outros, precisam ser tratados assim como doenças físicas que envolvem as alergias, dores articulares e problemas de coluna. O tratamento, quanto antes começar, maior será a eficácia, portanto encontrar um médico para orientações é a melhor solução para qualquer um dos problemas. Não se coloque a beira de limites, saiba quais são os seus para manter a sua saúde física e mental, sem afetar seu relacionamento entre amigos e familiares, além do seu trabalho.

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