Poluição Sonora

Poluição Sonora

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Nesse exato momento escrevo o artigo em uma lan house. Escuto adolescentes conversando de forma bastante aguda, barulho do carro que vem da avenida da frente, uma música estilo rap, um celular que não pára de tocar, um alerta do MSN do computador do lado, um menino que faz batuque na mesa enquanto assovia o rap. Tento me concentrar somente no texto que discorro. Será que estou enfrentando uma poluição sonora?

Embora pareça que sim, a resposta real é que não enfrento uma poluição sonora. Pode parecer estranho pelo fato de enfrentar ruídos diferentes vindos de todos os cantos. Mas o volume sonoro exercido por cada fonte citada não ultrapassa o limite tolerável ao meu organismo. O que eu enfrento se chama somente “barulho”.

A intensidade sonora é medida por decibéis (dB). Se tenho contato diário com sons de pressão maior que 85 decibéis durante o dia, posso, a longo prazo, ter problemas físicos de audição. E, por incrível que pareça, esse limite é ultrapassado de diversas maneiras durante nosso cotidiano. Portanto, poluição sonora é quando o volume de uma fonte ultrapassa a marca de decibéis de forma que pode prejudicar o ser humano, tanto fisicamente quanto psicologicamente.

Há pessoas que trabalham com ruídos diariamente, como na indústria. Nesses casos, o operário usa protetor auricular para poupar os tímpanos e faz exames de audiometria rotineiramente.

Existem leis municipais que determinam a intensidade de um som para cada ambiente em determinado período do dia. Se o vizinho faz uma festa e o barulho produzido por ele ultrapassar os decibéis permitidos por lei, ele pode ser multado. Dificilmente isso funciona, embora exista a legislação.

Mesmo que tecnicamente o que enfrento na lan house não seja uma poluição sonora, a quantidade de ruídos, mesmo que baixos, pode causar stress no ser humano. Para esses casos, a melhor solução seria o bom senso e respeito.

Juliana Miranda - Equipe do GrupoEscolar.com

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