O Presencismo

O Presencismo, também chamado de Geração de Presença, foi uma vertente do modernismo em Portugal. Na verdade, esse movimento é considerado a segunda geração do modernismo português e se desenvolveu entre os anos de 1927 e 1940.

A primeira grande obra do presencismo foi a revista Presença, lançada em Coimbra, no dia 10 de março de 1927. O periódico contou com 54 números publicados e marcou a cena artística portuguesa.

A literatura desenvolvida no período do presencismo era essencialmente introspectiva. Os principais representantes desse estilo foram os escritores José Régio e Miguel Torga.


O presencismo dentro do modernismo português

O modernismo português surgiu no início do século XX e perdurou até a década de 1970. Dentro desse movimento artístico e literário, os portugueses também criaram ramificações, como é o caso do presencismo, do orfismo e do neorrealismo.

O presencismo foi um movimento de extrema importância nesse cenário moderno. A força desse movimento foi mostrada pela Revista Presença, que contava com trabalhos que questionavam o sentido da existência humana. A última edição dessa revista foi lançada no ano de 1940.


Características do presencismo

O Presencismo consistia em uma literatura mais introspectiva. Muitos críticos consideravam os escritos presencistas tomados por uma alienação social. As principais características desse movimento foram:

  • Trabalhar com teorias sobre o inconsciente humano;
  • Análise dos estudos de Freud;
  • Influência de Proust e Dostoiévski;
  • Traço psicologizante.

José Régio foi um dos mais importantes autores do presencismo de Portugal. Ele foi o fundador e diretor da Revista Presença. Outros nomes importantes no movimento foram: Miguel Torga, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e Branquinho da Fonseca.

As obras do presencismo eram dotadas de uma emoção estética, com predomínio da literatura psicológica. Esse movimento é considerado pós-contemporâneo e teve como base o conhecimento construtivo criador, produzido a partir da autoconsciência. O grupo de artistas e autores que faziam parte da Presença se dedicava à análise do interior, à psicologia e ao sentido da vida humana.

As principais obras desse movimento foram: Poemas de Deus e do Diabo (1925), Jogo da Cabra-Cega (1934), Histórias de Mulheres (1946), O Canto da Nossa Agonia (1941), Europa (1946), O Outro Livro de Job (1936), Terra Firme e Mar (1941), O Barão (1972), Romance numa Cabeça (1932), Amigos Sinceros (1941), Poemas de África (1941), Segredo (1939), Bodas Vermelhas (1947) e Perguntas Indiscretas (1968), de variados autores.

Leia também! Assuntos relevantes