O derretimento do gelo no Ártico

No início de 2017, o gelo marinho do Ártico começou a afundar em uma extensão recorde. Essa foi uma baixa intensa para um período de inverno e marcou o terceiro ano consecutivo de derretimento acelerado do gelo marinho na região.

Agora, a NASA está trabalhando com um conjunto de instrumentos ao norte da Groenlândia para observar o impacto do derretimento do gelo marinho no Ártico. A operação, chamada de IceBridge, vai pesquisar a aérea de gelo polar.

De acordo com a NASA, o programa começou em 17 de julho, na Base Aérea de Thule, no noroeste da Groenlândia. Se o tempo o permitir, os cientistas da IceBridge esperam completar seis voos de 4 horas de duração, a fim de avaliar as condições do gelo marinho e saber como ele se manteve durante o verão.

Esta região do Ártico tem o gelo mais antigo do planeta, mas a camada vem diminuindo drasticamente, encolhendo em proporções preocupantes. Os pesquisadores não têm dúvidas de que isso é uma consequência direta do clima e do aquecimento global.

Em meados da década de 1980, o gelo representava 70% da extensão total do Ártico no inverno. Até o final de 2012, essa porcentagem caiu para menos de 20%.

O cientista do projeto IceBridge, Nathan Kurtz, disse: "a maior parte do Oceano Ártico central costumava ser coberta de gelo muito espesso, que não se derreteria completamente durante o verão". Contudo, atualmente, ainda segundo o pesquisador de gelo marinho da NASA, "nós já perdemos a maior parte deste antigo gelo, o que permitiu a exposição do oceano aberto”.

Derretimento de Geleira

Com mais energia do sol chegando à área de gelo, o aquecimento do Ártico aumentou quase o dobro da média global, já que quando se perde a capa de gelo e o sol reflete no oceano, perde-se também um mecanismo de arrefecimento do planeta.

Os voos da NASA para avistar o gelo do mar examinarão as lagoas de derretimento, as piscinas de água de derretimento na superfície do gelo e o recuo acelerado do gelo do mar. No verão passado, o programa IceBridge também realizou uma curta campanha em Barrow, no Alasca, para estudar o gelo marinho recente, que é mais fino e mais liso.

Lagoa causada por derretimento de gelo

A pesquisa está sendo feita a bordo de um avião que carrega um instrumento a laser que mede as mudanças na elevação do gelo, além de um sistema de câmera de alta resolução para mapear o gelo terrestre.

O instrumento principal do IceBridge, chamado de altímetro a laser Airmap Topographic Mapper, foi recentemente atualizado para transmitir 10.000 pulsos a cada segundo. A atualização permitirá que a missão possa medir com precisão a elevação do gelo. Esses dados são fundamentais para calcular a quantidade de gelo que derrete na superfície da Groenlândia durante o verão.

Leia também! Assuntos relevantes