O Ambientalismo e a Contemporaneidade

O Ambientalismo e a Contemporaneidade

No século XIX, predominava a crença de que os recursos naturais eram inesgotáveis e que sempre estariam à disposição do homem. Porém, já no século XX, podia-se observar as conseqüências da industrização descontrolada e os graves problemas ambientais que ela acarretava. A partir da década de 1970 o ambientalismo ganhou força, tendo como marco a Conferência Internacional de Estocolmo (1972).

A partir dessa época, o ambientalismo passou a ser discutido com mais veemência e atualmente, no mundo contemporâneo, é uma questão de grande importância. Nos dias de hoje, teoricamente, tem-se discutido a cerca do desenvolvimento sustentável, que procura preservar o meio ambiente, embora sempre tenha havido uma distância entre o discurso da sustentabilidade e a prática.

No mundo contemporâneo, o ambientalismo possui duas vertentes principais: o conservacionismo, que é a luta pela conservação do ambiente natural ou de partes e aspectos dele, contra as pressões destrutivas das sociedades humanas. A outra, com maior peso político é o ecologismo, que propõe mudanças globais nas estruturas sociais, econômicas e culturais, embora a maioria dos modelos econômicos recentes raciocine como se a economia estivesse acima do meio ambiente. A grande discussão hoje diz respeito à velocidade do processo de controle de poluição. Alguns ambientalistas defendem a necessidade de se controlar a poluição imediatamente, a qualquer custo. Os economistas, no entanto, estão preocupados em não criar um colapso no processo de desenvolvimento e por isso recomendam investimentos graduais no setor antipoluição .

Discutir a afinidade dos recursos naturais é um dos princípios básicos do ambientalismo. Em segundo, a questão do cotidiano das pessoas, ou seja, como enfrentar o desafio de colocar a questão ambiental no dia-a-dia para que esta não seja uma questão a parte, dissociada. No início do século XXI, o ambientalismo passa a ser encarado como uma questão que está na vida de todas as pessoas, como o lixo, o gasto de energia, o desmatamento, a poluição da água e do ar, etc.

Para que a questão ambiental não fique restrita a discussões e fóruns, mas sim abranja toda a sociedade, no Brasil, foi criada uma lei federal, em 1998, que determina a obrigatoriedade de se promover a Educação Ambiental em termos formais e informais nas escolas, para firmar e estabelecer os conteúdos que são importantes, num contexto multidisciplinar. Deverá haver uma preocupação pública sólida com o meio ambiente para que essa lei surta efeito e não fique apenas no papel.

O desafio da sociedade contemporânea é a informação com a formação. A prioridade é a reflexão sobre o que representa o meio ambiente no mundo contemporâneo, a revisão dos padrões de desenvolvimento e consumo, além da preocupação com futuras gerações.


Bibliografia
MAGNOLI, D. e SCALZARETTO, R. A nova Geografia – a sociedade e a natureza. Volume 3 São Paulo, Editora Moderna, 1993
Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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