Mitos sobre o Feminismo

Desde os primórdios da humanidade, vemos referências e momentos em que o homem é o principal dominante sobre atitudes, escolhas, modelos e, principalmente, sobre direitos de todos. Porém, a partir do século XIX, esta visão começou a mudar por conta do movimento feminista. O feminismo busca, em sua principal essência, a igualdade entre homens e mulheres em todos os setores, a fim de que nenhum dos lados seja discriminado ou injustiçado.

Durante muitos anos, algumas mulheres se dedicaram a criação de materiais para respaldo em defesa do feminismo, porém apenas no século XIX que isto começou a ter maior visibilidade e aderência das mulheres pelo mundo todo. As mulheres, assim como ocorria com os escravos, eram totalmente excluídas do cenário político e econômico de suas cidades, bem como impossíveis de lideranças diversas, e se destinando apenas aos afazeres domésticos em geral. Durante a Revolução Francesa, as mulheres quiseram também se engajar em todo o contexto de suas regiões e foram as ruas para manifestarem seus direitos a votos, ao trabalho digno e muitas outras atribuições que pertenciam somente aos homens. Após estes atos, vários países também se engajaram na luta pelos direitos das mulheres em todos os setores e, a partir disto, elas conseguiram vários direitos: o uso do anticoncepcional, o direito ao voto de seus eleitos, direitos iguais de salários ou cargos empresariais, dentre muitos outros.

Aqui no Brasil, o movimento feminista já deu suas caras durante o Império (1822-1889) e, desde então, tem crescido com uma baixa velocidade, mas com grande potência. Várias de nossas mulheres artistas e governantes tem levantado a bandeira da igualdade, tornando maior ainda a sua visibilidade. A Fundação das Mulheres do Brasil, criado durante a ditadura e que garantiu a lei do divórcio, Secretaria de Política para as Mulheres, criado nos anos 80 e a Lei Maria da Penha, são alguns dos avanços mais significativos para a nossa sociedade.

Mesmo com todas estas revoluções e tamanho engajamento da sociedade feminina, ainda há uma série de tabus e preconceitos contra este movimento, inclusive vindo de mulheres. Sejam pela própria cultura de cada país, religião ou tradições, alguns locais ainda tem a difícil missão de gerar a igualdade entre todos, para que as mulheres também possam ser sinal de referência em meio a sociedade. Por conta desta grande diversidade de opiniões e conceitos, alguns mitos sobre o feminismo têm se espalhado e gerado grande confusão para todos. Veja alguns destes mitos abaixo:

- O feminismo é o contrário de machismo. Este mito se deve ao fato da pronúncia das palavras serem similares, porém os conceitos são bem diferentes. O machismo é uma estrutura da sociedade que pratica a opressão e preconceitos contra o diferente.

- Todas as mulheres feministas odeiam os homens. Ao contrário do que se pensa, as feministas buscam apenas a igualdade entre si e não desmerecer ou desmoralizar os homens.

- As feministas nunca se depilam. Como direito, as mulheres não querem se sentir obrigadas a se encaixarem a nenhum parâmetro oferecido pela sociedade. A depilação, assim como pintar as unhas ou demais tratos com a vaidade, é vista como uma imposição da sociedade perante as mulheres desde crianças. Tendo em vista isso, muitas mulheres não desejam que estas imposições sejam regras, mas sim escolha de cada uma delas em demonstração de liberdade.

- As feministas não querem ser mães e são a favor do aborto. A liberdade é o principal tema que o feminismo aborda. Como o mundo tem imposto a todas as mulheres algumas tarefas (como cuidarem da casa, dos filhos), escolhas como ser solteira e não ter filhos são vistas como impróprias para o mundo feminino. Muitas delas não desejam ser mães, muito menos constituir família.

- Só as mulheres podem ser feministas. Tendo em vista que o feminismo é um movimento social que abrange todas as pessoas, voltado para a igualdade entre ambos os sexos, podemos dizer que todos podem ser feministas. Porém, como sendo um grande tabu ainda em nossa sociedade, as pessoas confundem os conceitos e acabam criando novos preconceitos a quem deseja tornar a nossa sociedade mais humanitária e livre para todas as pessoas, sejam homens ou mulheres. Este paradigma precisa ser quebrado e o tema melhor explorado, para que todos conheçam a causa e se engajem nela.

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