Lógica

Denominação dada ao estudo das regras fundamentais da linguagem e pensamento humanos.

Seu nome deriva de logos, palavra grega que significa palavra, proposição, discurso, pensamento e linguagem.

A definição do que seja a lógica, bem como de seu objeto próprio de consideração se apresenta de diferentes maneiras, de acordo com a concepção que cada período da história da lógica desenvolve.

Apesar de vários pensadores valerem-se do termo lógica, este estudo apresentará esta apenas em seu aspecto formal, deixando de referir-se à multiplicidade de sentidos nos quais este termo é empregado.

O primeiro momento em que a lógica aparece no pensamento ocidental é a Grécia antiga.

Apesar de muitos de seus temas terem sido prefigurados pelo pensamento eleata, pela sofística e pelas considerações de Sócrates e Platão, somente com Aristóteles ela alcança sua primeira e mais completa sistematização.

A lógica aristotélica é, em sua maior parte, de tipo silogístico, ou seja, é compreendida como um processo dedutivo que parte da relação sujeito-predicado, presente em todas as suas etapas, e cuja conclusão resulta da inferência a partir de duas premissas.

Além do silogismo, Aristóteles desenvolveu investigações acerca da indução e estabeleceu os princípios lógicos, norteadores de toda a lógica clássica -- princípio de contradição e do terceiro excluído.

Outro momento importante da lógica antiga é a contribuição dada pelos estóicos, que se baseia em uma lógica das proposições, estas consideradas os elementos constituidores da linguagem. A lógica medieval apresenta importantes contribuições ao desenvolvimento desta matéria.

Pedro Abelardo, no século XII, afirma que o objeto da lógica são as palavras, compreendidas como voz significativa, isto é, nomes dotados de orientação significativa com relação aos objetos da realidade. No século XIII, com a completa tradução para o latim da lógica aristotélica, esta sofre importantes interpretações, principalmente quanto ao estudo das categorias e da distinção entre a lógica e a ontologia, o que incentiva o caráter eminentemente formal da primeira.

Os principais pensadores a implementar a lógica neste período são Pedro Hispano, São Tomás de Aquino, Suárez, Duns Scoto, Guilherme de Ockham, entre outros.

Durante a idade moderna, a lógica cede terreno para a teoria do conhecimento, objeto principal das investigações filosóficas deste período.

Contudo, é preciso mencionar as considerações lógicas de Lull, Hobbes e, especialmente, Leibniz.

Estes autores apontam a relação estreita que existe entre as regras do pensamento e as do cálculo.

O projeto de Leibniz, de fundamentação matemática de todas as ciências, por compreender o cálculo como o alfabeto simbólico do pensamento humano, pode ser considerado precursor da lógica matemática, desenvolvida na contemporaneidade.

A partir do século XIX, a lógica passa a fundamentar-se intrinsecamente em pressupostos matemáticos, o que representa uma ruptura com relação à lógica precedente.

Deste modo, criou-se a distinção entre lógica clássica, praticada até o princípio do século XIX, e a lógica matemática ou logística, que constitui um redirecionamento radical nesta disciplina.

No século XIX, a lógica formal renasce, especialmente a partir de estudos de lógicos e matemáticos, como Bentham, Hamilton, e De Morgan, que estipulam as bases para uma lógica fundada na noção matemática de classes, ponto de partida da concepção desenvolvida, posteriormente, por Peano.

Com os trabalhos de Boole e Schröder, esta matematização é levada a cabo, pela elaboração da lógica a partir do cálculo algébrico.

Na passagem para o século XX, o trabalho de Frege pode ser considerado um divisor de águas, pois realiza o procedimento inverso ao que havia sido feito até então: ao invés de conduzir a lógica à matemática, remete a matemática a sua fundamentação lógica.

Neste sentido, destacam-se também os trabalhos de Russell e Whitehead.

Posteriormente, destacam-se os filósofos pertencentes ao Grupo de Varsóvia, Carnap, a filosofia analítica de Oxford, a escola norte-americano, herdeira da semiótica de Peirce e do empirismo lógico do Círculo de Viena.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/logica.html

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