Indicações de Cesárea

Indicações de Cesárea

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O Brasil é recordista na realização de cesarianas. Este tipo de parto é apontado pelos médicos como prejudicial para a imunidade do bebê, já que ao sair do útero da mãe, a criança não tem o necessário contato com microrganismos presentes na vagina, que ajudam a formar o sistema de defesa do corpo.

Uma das principais razões da escolha da cesariana é o medo que as mulheres têm do parto normal. Especialistas na área de obstetrícia indicam que o Brasil tem 56% de partos cesarianos, sendo que a média mundial é de apenas 18%.

De acordo com os profissionais, existem somente duas indicações reais para a cesárea: a desproporção entre o tamanho da cabeça do bebê e a região pélvica da mãe e a oclusão da passagem do bebê. Estes dois casos, no entanto, são considerados de baixa incidência.

Outras indicações de cesárea dependem da avaliação do médico em casos de dilatação incompleta, descolamento prematuro de placenta, sangramento intenso, herpes vaginal ativa e HIV. Em alguns casos também pode ocorrer de a mulher apresentar um extremo cansaço físico, capaz de impedir o parto normal.


Comodismo assistencial nos hospitais

A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que apenas 15% do total de partos realizados em um país sejam cesarianas. No Brasil, este número é muito maior, principalmente na rede particular de saúde, que vive um comodismo assistencial no que diz respeito às gestantes, já que as cesarianas são mais fáceis de programar no centro obstétrico, são mais rápidas e remuneram melhor os médicos.

Os profissionais de saúde devem incentivar o parto natural, pois ele preserva a saúde das mães e dos bebês. As informações sobre o parto normal precisam ser repassadas às mães e pais desde o pré-natal.

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