História da saúde pública no Brasil

História da saúde pública no Brasil

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A história da saúde pública no Brasil começa de forma lenta com a vinda da família portuguesa para o país durante a colonização, em 1808, mas só passa a se estruturar definitivamente muitos anos depois. Relatos históricos mostram, por exemplo, que no ano de 1789, o Rio de Janeiro contava apenas com quatro médicos.

Depois de 1808, a coroa portuguesa criou as primeiras escolas de medicina do país: o Colégio Médico-Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e a Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro. Depois dessas medidas, o Brasil só evoluiu sua saúde pública depois da Proclamação da República.

Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), aconteceu a primeira medida sanitarista no país, que visava implantar o saneamento básico e evitar doenças como a varíola, a malária e a febre amarela. Neste período, o médico sanitarista, Oswaldo Cruz, foi nomeado para enfrentar o problema. Estas medidas deram origem à Revolta da Vacina.

Em seguida, o médico Carlos Chagas ficou com a responsabilidade de estruturar uma campanha rotineira de ação e educação sanitária no Brasil. O modelo de assistência médica para a população carente só começou depois de 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o poder e criou o Ministério da Educação e Saúde.

Até o início da ditadura militar no Brasil, em 1964, o país ainda debatia sua política de saúde pública. Ao longo da história brasileira, a rede de saúde particular se desenvolveu mais rapidamente do que a rede pública.

No período da transição democrática do Brasil, o país criou um novo sistema de saúde, conhecido como SUS (Sistema Único de Saúde). Esta iniciativa mudou a realidade da saúde pública no Brasil e consolidou o modelo.

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