Hélio


 Compartilhar no facebook
 Compartilhar no twitter


Hélio

História
O hélio, o mais leve dos gases nobres, foi o primeiro deles a ser descoberto. Um fato peculiar é que o hélio foi primeiro descoberto no Sol e só depois na Terra. Em 1868, durante um eclipse do Sol na Índia, um espectrómetro foi usado pela primeira vez no estudo da cromosfera, que envolve o Sol. O espectro da cromosfera continha muitas riscas brilhantes, entre as quais se encontravam as do hidrogénio e uma, amarela, que se julgava ser a risca amarela do sódio.

O astrónomo francês Janssen achou, no entanto, que devia investigar melhor aquela risca, e tentou obter o espectro da cromosfera com a luz solar ordinária. Foi bem sucedido no estudo das várias riscas do espectro e conseguiu provar que a risca amarela não era a do sódio, mas provavelmente uma risca espectral de um novo elemento.

Lockyer e Frankland confirmaram estes resultados e provaram que aquela risca amarela não poderia ser obtida de nenhum elemento "terrestre" conhecido. Frankland propôs o nome de "hélio", a partir da palavra grega para Sol "hélios".

Essa mesma risca foi mais tarde detectada no espectro de outras estrelas, e em 1882 Palmieri observou-a nos gases emergentes do Vesúvio.

A procura deste novo elemento na Terra mostrou-se infrutífera até 1895, ano em que Sir William Ramsay examinou o gás libertado quando o mineral cleveite (de origem norueguesa) era tratado com ácidos. No espectro deste gás encontrou a risca amarela do hélio e provou, portanto, a existência deste elemento na Terra.

Sir William Ramsay foi levado a esta descoberta depois do químico americano Hillebrand ter verificado, em 1888, que quando fervia o mineral uranitite com ácido sulfúrico diluído, se libertavam quantidades consideráveis de um gás inerte. Provou que parte deste gás era nitrogénio, e uma vez que na altura não era conhecido mais nenhum gás inerte, concluiu que tinha simplesmente nitrogénio. Em carta a Sir William Ramsay, depois da descoberta do hélio no mesmo tipo de mineral, Hillebrand menciona que tinha reparado que o espectro do seu "nitrogénio" continha muitas riscas que não estavam presentes no espectro do nitrogénio puro. Ele não ligou muito ao fato, mas mencionou ao seu assistente que poderia tratar-se de um novo elemento, escapando-lhe assim uma notável descoberta.

A descoberta do hélio em materiais radioativos não foi totalmente explicada até à descoberta do rádio em 1898. Verificou-se então que o núcleo de hélio era um dos produtos estáveis da desintegração de elementos radioativos. Isto levou alguns cientistas a concluir que todo o hélio terrestre teria sido produzido desta maneira; outros acreditavam que uma grande parte deste não era de origem radioactiva, mas sobrevivente do que se pode chamar "hélio primordial".


Ocorrência
A descoberta do hélio foi feita em minerais radioativos e, por algum tempo, julgou-se que era um elemento muito raro. Mostrou-se, no entanto, que estava presente tanto na crusta terrestre como na atmosfera. De acordo com Ramsay, a atmosfera perto da superfície da Terra continha 0,0004% de hélio em número de moléculas, i.e. uma molécula de hélio para 200000 moléculas de constituintes do ar.

Descobriu-se também, hélio em baixas percentagens em rochas, em gases naturais e gases vulcânicos e em minerais radioativos.


Aplicações
O hélio, usado antigamente nos balões dirigíveis, é hoje empregue, assim como o árgon, na obtenção de uma atmosfera gasosa inerte, durante a soldadura de magnésio, alumínio, titânio e aço inoxidável. Terá provavelmente futuro no arrefecimento dos reactores atómicos como meio de transferência de calor, uma vez que é inerte e que não se torna activo durante a irradiação.

É também usado, misturado com o oxigénio, no tratamento da asma, porque se difunde mais rapidamente do que o ar nos canais apertados dos pulmões. Usa-se uma mistura semelhante nos mergulhadores a grande profundidade porque o hélio, sendo menos solúvel do que o azoto, não provoca a síndrome por descompressão (embolia gasosa), saindo em bolhas no sangue quando a pressão diminui.

No estado líquido utiliza-se para conseguir temperaturas muito baixas em certos dispositivos electrónicos ou para estudos na zona 0-5 K. O hélio é, ainda, um gás adequado nos termómetros de gás de baixas temperaturas, dado o seu baixo ponto de ebulição e o seu comportamento quase ideal.



Fonte:
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e00200.html





Saiba mais

Buscas relacionadas a Hélio em Química.


[ Pesquisa escolar lida 13659 Vezes - Categoria: Química ]


Leia também! Assuntos relevantes.

Efeitos Biológicos da Radiação
As radiações, quando em quantidades elevadas, são perigosas aos seres vivos, sendo nocivas aos tecidos, destruindo-os. Por outro lado, quando conv...
Lido: 42185 Vezes

Os Perigos da Radiação
Na imagem ao lado, soldados americanos observam teste atômico em 1951: expostos à radiação. A radiação danifica os tecidos vivos, de modo que as pe...
Lido: 22219 Vezes

Radiação Gama
Raios Gama Os raios gama não tem carga elétrica. São semelhantes ao raio x, mas normalmente tem um comprimento de onda mais curto. Esses raios...
Lido: 13242 Vezes

A Irradiação da Guerra Fria
Logo a seguir ao termo da Segunda Guerra Mundial iniciou-se a “guerra fria” e a formação de dois blocos político-militares antagónicos: a OTAN e o Pac...
Lido: 41877 Vezes

Efeitos Elétricos da Radiação
As radiações ionizam o ar atmosférico ou os gases, tornando-os condutores de eletricidade. Esta propriedade é utilizada na fabricação dos aparelho...
Lido: 13033 Vezes

O Que é a Radiação UV
O Que é a Radiação UV? A radiação ultravioleta é uma parte sui-generis do espectro solar, e pode ser separada em tres partes: a radiação UV-A, que se...
Lido: 9169 Vezes

Radiação Alfa
Os raios Alfa tem uma carga elétrica positiva. Consistem em dois prótons e dois nêutrons, e são idênticos aos núcleos dos átomos de hélio. Os raio...
Lido: 17199 Vezes

Alerta de Radiação
Torres de celular, de TV e FM provocam radiações perigosas Com a grande demanda por celular, cresce o número de torres de radiofreqüência nas cidades...
Lido: 17069 Vezes

Efeitos Químicos da Radiação
Estudos com radioisótopos têm sido de grande importância para se estabelecer mecanismos de reações nos organismos vivos. Por exemplo, o cientista ...
Lido: 20307 Vezes

Radiação Beta
Alguns núcleos radioativos emitem elétrons comuns, que tem a carga elétrica negativa. Há os que emitem pósitrons, que são elétrons positivamente carre...
Lido: 19793 Vezes

Sugestão de Busca Escolar

Sites

Encceja
Enem
SISU
Prouni
Paixão e Amor
Curiosidades
Relacionamento

Fale Conosco
Feed / RSS

Comunidade no Google +
Comunidade no Twitter


Novidades no seu e-mail

Estudantes Online
Sobre o Grupo Escolar

GrupoEscolar.com - Todos direitos reservados

Todo o conteúdo do site é retirado da internet e/ou enviado pelos estudantes.

Caso algum conteúdo infrinja direitos autorais entre em contato que adicionaremos crédito ou retiraremos o mesmo.

As opiniões expressas nos textos são de responsabilidade dos seus autores.

Somos apenas um veículo de comunicação e não compactuamos com nenhuma opinião sobre nenhum tema.