O Congo é um dos países que mais sofrem com a violência no mundo. A população do país convive com conflitos sangrentos desde a época da ocupação do Congo por europeus, no século XIX.

Em 1885, o território do Congo se tornou propriedade do rei Leopoldo II, da Bélgica. O país teve seus recursos explorados, principalmente suas jazidas de diamante e cobre, até a década de 1950, quando um grupo nacionalista, liderado por Patrice Lumumba, começou o movimento pela independência.

Em 1960, os belgas se retiraram do território. Na época, Joseph Kasavubu assumiu o poder do país como presidente e Lumumba se tornou primeiro-ministro.

Escravos congoleses

Contudo, apenas um mês depois da independência, o Congo viveu sua primeira grande rebelião, na província de Katanga. Logo depois, Lumumba foi sequestrado e assassinado. Nesta época, a ONU enviou suas tropas para evitar uma guerra civil no país.

Depois da independência da Bélgica, o Congo passou a ter diversos conflitos violentos. O país também sofreu um golpe de Estado que resultou em uma ditadura que permanece no poder até os dias de hoje. Em 2012, o Congo passou a conviver com uma guerra interminável.

Grande parte dos conflitos tinha como interesse a exploração das riquezas do país. A ONU chegou a mandar uma missão de paz para o Congo, mas as próprias disputas internas no país fizeram com que essa missão fracassasse.

Atualmente, o Congo tem várias facções e forças mercenárias e sofre com o derramamento de sangue. São milhares de desaparecidos e mortos todos os anos.

Estima-se que, em duas décadas de guerra e confrontos violentos, principalmente no leste do país, já tenham ocorrido mais de 6 milhões de mortes. Segundo os historiadores, este já é o conflito mais sangrento do mundo desde a ocorrência da Segunda Guerra Mundial. Por isso mesmo, é chamado de “Holocausto Africano”.

Hoje, o Congo tem a segunda maior missão das Nações Unidas e conta com a ajuda de organizações como a Médicos sem Fronteira (MSF). Além da pouca ajuda humanitária, o país também sofre com epidemias de várias doenças, como cólera, malária e sarampo, além dos altos índices de desnutrição.

Outro grande problema do país é a dificuldade de acesso às populações que precisam de ajuda. As estradas são controladas por grupos armados e têm uma péssima infraestrutura, o que torna o trabalho da ONU e das organizações humanitárias ainda mais difícil. Não existe, nem mesmo a médio ou longo prazo, uma possibilidade definitiva de cessar tamanha violência no Congo.

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