Abílio Manuel Guerra Junqueiro, conhecido popularmente apenas como Guerra Junqueiro, foi um poeta português. Ele nasceu em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, em 15 de setembro de 1850. Durante sua trajetória profissional, atuou como político, jornalista, deputado, funcionário público administrativo, além de poeta e escritor.

É considerado o poeta mais popular de sua geração e foi um dos representantes da Escola Nova da literatura portuguesa. Também foi considerado um poeta panfletário, com uma poesia revolucionária.

Guerra Junqueiro se formou em Direito, na Universidade de Coimbra. Ele foi filho de José António Junqueiro e de Ana Guerra. O escritor ficou órfão de mãe aos três anos de idade.


Vida e obra de Guerra Junqueiro


Abílio Manuel Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro começou a escrever no jornal literário A Folha, que era publicado em Coimbra e administrado pelo poeta João Penha. O poeta tinha um grande talento com as palavras e fez parte de uma das melhores e mais consagradas gerações de poetas portugueses. Um de seus primeiros livros foi "Vozes sem eco", publicado em Coimbra, no ano de 1867.

Antes de formar-se advogado, o escritor tentou estudar teologia na Universidade de Coimbra, mas entendeu que não possuía vocação para a vida religiosa. Ele foi funcionário público, atuando como secretário-geral do Governador Civil dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, ele foi eleito deputado.

Além da vida política e poética, Guerra Junqueiro também se destacou como prosador e jornalista. Ele se tornou uma referência no movimento do Realismo português. Sua poesia retrata bem o cenário político e social de Portugal na segunda metade do século XIX.

Guerra Junqueiro também publicou outras obras importantes como “O Século” (Batismo de Amor), e o livro de poesias “Lira dos Catorze Anos”. Na década de 1870, ele se destacou com as obras “Vitória da França”, “A Espanha Livre” e “A Morte de D. João”. Em 1885, o poeta publicou “A Velhice do Pai Eterno”.

O poeta também foi propagandista da República e escreveu para o jornal político “Lanterna Mágica”. Em 1911, Guerra Junqueiro foi escolhido Embaixador de Portugal na Suíça, função que ele assumiu até o ano de 1914.

Os últimos anos da vida do poeta foram passados na região do Douro. Guerra Junqueiro morreu no dia 7 de julho de 1923, em Lisboa, Portugal. Seu legado literário deixou obras memoráveis, como “Finis Patriae”, “Canção do Ódio”, “Pátria”, “O Caminho do Céu”, “Viagem à Roda da Parvónia”, “Contos para a Infância”, “A Musa em Férias”, “Oração à Luz”, “Gritos da Alma”, entre outras.


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