Guerra Guaranítica

Guerra Guaranítica

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A guerra guaranítica aconteceu em 1754, quando os indígenas da região de Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, se recusaram a deixar o território, que havia sido entregue aos portugueses pelos espanhóis a partir da assinatura do Tratado de Madri.

O início da Guerra Guaranítica se deu por meio de conflitos entre indígenas e soldados portugueses após a delimitação das fronteiras espanholas e portuguesas da América do Sul. A batalha durou cerca de dois anos.

Os guaranis estavam sendo obrigados a se deslocarem para o outro lado do rio Uruguai e o principal líder da guerrilha, o guarani Sepé Tiaraju, incentivou os índios a não cederem às ordens dos invasores. Os índios afirmavam que eram os donos por direito legítimo das terras e que não iriam desistir da área.

A Guerra Guaranítica foi sangrenta e resultou na morte de 1500 índios, muitos dos quais morreram esquartejados. Em maio de 1756, o conflito chegou ao fim.

Quando a Guerra Guaranítica acabou, o Tratado de Madri foi anulado. Em 1777, foi assinado o Tratado de Ildefonso, que determinava que a região de Sete Povos das Missões voltaria a pertencer à Espanha.

Já em 1801, passou a valer o Tratado de Badajós, que anulou o Tratado de Ildefonso e devolveu as terras para Portugal.

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