Grilo


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Grilo

Por Adriana Leite

Da mesma ordem que os gafanhotos e baratas (Orthoptera), pertencem a subordem Ensifera, família Gryllidae. Apresentam o corpo dividido em três partes (cabeça, tórax e abdome). Diferente dos gafanhotos, possuem um par de antenas longas e filiformes (com exceção da subfamília Gryllotalpidae - grilos toupeiras) ligadas a cabeça. As asas são estão presentes em número de quatro, sendo as asas do par anterior mais espessadas, denominadas tégminas. Três pares de patas estão ligadas ao tórax sendo o último par (o posterior) mais longo e com um fêmur mais musculoso, adaptado ao salto. A metamorfose é do tipo gradual ou incompleta (hemimetábolos).

São insetos cantores e a maioria canta tanto de dia como de noite. O som é produzido por estridulação, ou seja, o animal atrita uma parte do corpo contra outra. Apresentam um órgão auditivo (tímpanos ovais) na base das tíbias das patas anteriores. Os grilos produzem os sons atritando a quina da base de uma das asas anteriores (a palheta) contra uma elevação estriada do lado ventral da outra asa anterior (a lima). Ambas as asas apresentam uma lima e uma palheta. O canto desempenha importante papel no comportamento, sendo que cada espécies apresenta canto diferente, principalmente quanto ao ritmo.

Para se produzir o som, o inseto levanta as asas anteriores e realiza um movimento de vai-e-vem com elas (em geral, apenas o movimento de fechar as asas produz o som). É chamado de pulsação o som de um único movimento das asas anteriores. A pulsação caracteriza as diferentes espécies, seja pelo caráter, frequência ou modo como são agrupadas. Nos grilos as pulsações são relativamente musicais, isto é, tem uma frequência definida e podem ser mantidas num ritmo regular por um tempo considerável ou podem ser emitidas em curtos intervalos, chegando a durar menos de um segundo.

São encontrados em uma diversidade grande de habitats. Muitos grilos podem ser encontrados sobre cascas de árvores ou arbustos, outras em campos com vegetação rasteira (herbácea). Algumas espécies, como o grilo-toupeira (Glyllotalpa hexadactyla) pode ser encontrado até a 20 cm abaixo da superfície de solos úmidos. Já os indivíduos da subfamília Myrmecophilinae ocorrem em ninhos de formigas. Em geral, podem ser encontrados indivíduos de poucos milímetros a até 5 cm. No entanto, grilos neozelandeses podem chegar a 15 cm de comprimento e pesar cerca de 25 gramas; na Indonésia algumas espécies chegam a medir o dobro deste (cerca de 30 cm).

São de grande importância econômica, pois alimentam-se plantas (são fitófagos), chegando a causar estragos em culturas agrícolas. Algumas espécies depositam seus ovos na casca de árvores ou nos tecidos do caule das plantas e dessa maneira as larvas causam grandes danos às plantas. Podem alimentar de matéria orgânica de origem animal, de insetos ou de fungos.

Alguma espécies se defendem utilizando os esporões presentes na tíbia do último par de patas. Quando ameaçados, encostam o abdômen sobre o solo e levantam as patas deixando as perpendiculares ao solo, com os esporões apontando para frente. Ao atacar reclina as patas para frente, cravando os espinhos provocando dolorosa ferida no oponente.






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