Governo Figueiredo

O general João Figueiredo foi presidente do Brasil entre 1979 e 1985. Durante o período, o Brasil viveu uma intensa crise econômica, ao mesmo tempo em que caminhava para o processo de redemocratização.

Figueiredo foi escolhido por Ernesto Geisel para ser seu sucessor na presidência. Ao assumir, ele prometeu transformar o Brasil em uma democracia. Uma de suas frases mais conhecidas é: “prometo uma mão estendida em conciliação”.


Fatos marcantes do Governo Figueiredo

Entre os diversos fatos marcantes do governo Figueiredo estão a abolição do sistema bipartidário e a anistia política dos militares e presos políticos. Um ponto polêmico da anistia era o fato de o projeto de lei perdoar todos os políticos e militares que tivessem praticado tortura.

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Com a anistia, todos os presos políticos que estavam exilados recuperaram o direito de voltar para o Brasil com plenos direitos políticos. Neste período, também ocorreu uma intensa criação de novos partidos, como o Partido Democrático Social (PDS), o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Popular (PP).


Violência

Mesmo com esse processo rumo à democracia, o Brasil ainda viveu episódios de violência no governo Figueiredo. Membros do regime militar chegaram a realizar atentados contra as manifestações públicas e a abertura política.

Um grave incidente aconteceu durante uma festa do dia do Trabalhador, no RioCentro. Uma bomba foi plantada no comício.


Medidas econômicas adotadas por Figueiredo

O governo Figueiredo enfrentou uma crise econômica complicada. Para tentar minimizar os efeitos negativos na economia, o presidente contou com o apoio de Delfim Neto, que assumiu o cargo de ministro da Fazenda.

Figueiredo lançou um plano de desenvolvimento econômico que fracassou, o chamado Terceiro Plano Nacional de Desenvolvimento. Sendo assim, o país continuou amargando a crise.


O fim do Governo Figueiredo

Durante o governo Figueiredo, a ditadura militar perdeu força e legitimidade. Mesmo com a radicalização de setores das Forças Armadas, o Brasil seguia um caminho que levaria à democracia.

Neste período, vários grupos políticos tentaram aprovar a emenda “Dante de Oliveira”, que pedia uma nova eleição presidencial, mas a medida não foi aceita. Por isso, foi necessário criar um novo plano de redemocratização.

Em 1985, as eleições já foram disputadas por dois civis, e Tancredo Neves foi o vencedor, com o apoio dos democratas. O novo presidente eleito não assumiu o cargo por causa de um câncer no intestino, que o levou à morte.

Com isso, ao final do Governo Figueiredo quem assumiu a presidência foi José Sarney, responsável pelo início do período da “Nova República”.

Depois de deixar a presidência do Brasil, João Figueiredo deixou também a vida política. Ele morreu em 1999, em decorrência de insuficiência renal e cardíaca.

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