Governo FHC: estabilidade econômica no Brasil

Governo FHC: estabilidade econômica no Brasil

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Fernando Henrique Cardoso é sociólogo renomado internacionalmente e foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos: de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002. Membro e um dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), FHC, como é chamado, marcou o Brasil com a criação do Plano Real para combater a inflação e fomentar a economia.

A estabilidade econômica foi o melhor trabalho do político, no entanto que o resultado popular foi reeleição no primeiro turno em 1998. Sua política monetária contou com inúmeras privatizações de setores que antes eram monopolizados e estagnados. Com isso, houve modernização e expansão em vários serviços, porém, com investimento de capital privado. Isso gerou um custo maior ao brasileiro. FHC é o responsável pela relação modernização/custo em diversos setores brasileiros. A privatização de algumas empresas e serviços é contestada por seus adversários políticos.

Para efetivar o Plano Real, houve um grande investimento externo em áreas produtivas nacionais e entrada de dólares na economia brasileira. FHC enfrentou inúmeras crises econômicas mundiais, entre elas a crise econômica do México em 1994, a crise financeira asiática de 1997, a crise econômica da Argentina e a crise russa de 1998. Isso levou a uma desvalorização do real em 1999, último ano o traçado Plano Real (1995 a 1999).

No período FHC, o salário mínimo passou de 70 para 200 reais. A dívida pública brasileira saltou de US$ 60 bilhões de 1994 para US$ 245 bilhões em 2002.

Fernando Henrique contou com um grande aliado político que marcou como Ministro da Saúde. José Serra, um dos líderes tucanos, implantou no país uma ampla política de combate e prevenção à Aids (o programa chegou a ser apontado como o melhor pela ONU). Serra também foi o responsável pela distribuição no mercado do medicamento genérico e pela criação de mutirões de saúde.

FHC enfrentou acusações de corrupção, como o pagamento de propina a deputados para que fosse aprovada a proposta de reeleição presidencial. Conversas telefônicas gravadas revelaram que deputados receberam proposta de 200 mil reais para votarem a favor do projeto. A Comissão de Constituição e Justiça chegou a investigar o caso, mas nada foi esclarecido.

Entre 2000 e 2001 o Brasil passou pela crise do apagão. Faltou energia elétrica em diversas regiões, principalmente no Sudeste ( região mais rica e com o maior número de eleitores da nação). FHC foi obrigado a reduzir 20% do consumo de energia no país. Consumidores tinham que cumprir meta de redução de consumo: quem conseguisse era beneficiado; quem extrapolasse no uso era punido.

Atualmente, as opiniões sobre o governo FHC são divergentes. Entre os pontos negativos está a corrupção durante a reeleição, a crise do apagão de energia e a privatização de algumas empresas. Entre os pontos positivos está a criação do Plano Real e a retomada da economia, o amplo trabalho no Ministério da Saúde, além da criação de alguns programas sociais que continuam a ser aplicados pelo governo do Partido dos Trabalhadores.


Juliana Miranda - Equipe do GrupoEscolar.com

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