Governo de Jânio Quadros

Jânio Quadros foi presidente do Brasil. Ele foi eleito por voto direto em 1960. Antes de concorrer às eleições presidenciais, o político já havia atuado como vereador, prefeito e governador do estado de São Paulo.

A campanha presidencial de Jânio Quadros foi uma das mais marcantes da história. Ele usou uma abordagem de marketing que tinha como objetivo atingir a massa, principalmente os brasileiros mais simples.

A ideia central da campanha era promover a moralização do Brasil e, por isso, o símbolo do marketing político foi uma vassoura, simbolizando que Jânio Quadros faria uma verdadeira limpeza no país, acabando especialmente com a corrupção. Seu slogan era: “varre, varre vassourinha, varre, varre a bandalheira”.


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Fatos importantes do governo Jânio Quadros

Jânio da Silva Quadros assumiu a presidência em 31 de janeiro de 1961. Ele tomou posse em Brasília, mas só governou por 7 meses. O resultado de seu governo foi uma crise política que resultou no Golpe Militar.

O governo de Jânio Quadros foi marcado por polêmicas. Na economia, ele adotou uma postura conservadora e chegou a congelar salários e a desvalorizar a moeda brasileira. A inflação permaneceu alta durante seu governo, o que gerou grande descontentamento entre a população.

Outras medidas inusitadas foram a proibição do uso de biquíni na transmissão dos concursos de miss na televisão e a regulamentação dos jogos de carteado.

Em 1961, o jornalista Carlos Lacerda denunciou, em rede nacional, que Jânio Quadros estaria preparando um golpe. Essa acusação levou o presidente a renunciar ao cargo. Em carta enviada ao Congresso Nacional, Quadros afirmou que “forças terríveis o haviam levado a optar pela renúncia”.

Após a saída de Jânio Quadros, o Brasil passou a ser governado interinamente pelo presidente da Câmara, Ranieri Mazilli. Essa medida duraria até que o vice-presidente, João Goulart, retornasse de uma viagem oficial à China.

Jânio obteve mais de 6 milhões de votos nas eleições de 1960. Ele renunciou no dia 25 de agosto de 1961.

Durante o tempo em que esteve no cargo, o presidente também proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume no Brasil.

Na política externa, ele tentou aproximar o Brasil da União Soviética e da China, criticou os Estados Unidos e condecorou o líder revolucionário comunista Che Guevara. Essa aproximação com o socialismo desagradou os conservadores brasileiros, principalmente os militares e os políticos de direita.

Por conta de suas medidas polêmicas, Jânio Quadros acabou amargando uma baixa popularidade durante seu governo.

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