Folclore - Etnias - Comidas Típicas - Regiões Brasileiras | Parte2


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Folclore - Etnias - Comidas Típicas - Regiões Brasileiras | Parte2

[Continuação...]

SUDESTE
EspÍrito Santo (ES), Rio de janeiro (RJ), Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP).
Rio de janeiro, cartão postal do Brasil, Cidade Maravilhosa, entre montanhas e o mar.
São Paulo, a cidade que mais cresce no mundo, totalmente marcada pela industrialização e onde os fenômenos folclóricos persistem na sobrevivência.
Os traços culturais diferenciados denotam algo contagiante que encanta o turista de todas as partes do mundo, justamente por todos os contrastes existentes.


ESPÍRITO SANTO
Em homenagem ao dia do Espírito Santo.
VITÓRIA Sua capital. Originou-se da instalação da Vila Nossa Senhora da Vitória, por Vasco Fernandes Coutinho, donatário da capitania do Espírito Santo, em 1538.

•ETNIA:
Influência portuguesa, com grande contribuição africana e indígena.

•ARTE:
Cerâmica figurativa.

•ARTESANATO:
Cerâmica utilitária existente desde as mais remotas épocas (500 d.C.). Influência tupi-guarani. Da tradição Una, sobrevivem suas técnicas como a cerâmica utilitária, ainda confeccionada nas regiões circunvizinhas de Vitória.
São também conhecidas as Paneleiras de goiabeira (influências tupi-guarani e negro-africana). As fábricas estão abertas à visitação.
A influência européia também se manifesta nos trabalhos de fibra vegetal e na culinária.
Em Guarapari, são permanentes as feiras de arte e artesanato.

•LITERATURA:
Lenda.
A Pedra do Diabo: em lnhanguetá, próximo à estrada do Contorno. Marcas dos grandes pés do diabo e as minúsculas marcas das pegadas de Santo Antônio. Um avaro, possuidor de inúmeras terras no Estado, prometera seu filho num pacto com o diabo. No dia marcado, Santo Antônio interferiu salvando o inocente. Vêem-se na Pedra aquelas pegadas e também uma cruz talhada na pedra.

•DANÇA::
Mana-Chica: semelhante à quadrilha.

•FOLGUEDO FOLCLÓRICO:
Ticumbi e Alardo

•CULINÁRIA:
Moqueca e torta capixabas.

•EVENTOS:
JANEIRO: Alardo, em Conceição da Barra.
FEVEREIRO: Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Em Guarapari.
MARÇO: Festas das canoas, procissão marítima.
ABRIL: Festa da Penha, em Vila Velha.
MAIO: Festa do Divino Espírito Santo, intitulada Bandeira do Divino.
JUNHO: Os três santos do mês.
AGOSTO: Festa de Nossa Senhora das Neves, em Cachoeiro do Itapemirim.
DEZEMBRO: Ticumbi, Festa de São Benedito e Pastorinhas.



MINAS GERAIS
Em razão da grande quantidade de minas de ouro e pedras preciosas da região.
BELO HORIZONTE Sua capital. O governador Crispim Jacques B. Fortes. Instalou, a 12 de dezembro de 1897, a Cidade de Minas que, mais tarde teve o nome alterado para Belo Horizonte.

•ETNIA:
Constituída de indígenas e negro-africanos.

•ARTE / ARTESANATO:
Barro: a cerâmica, tanto a utilitária como a ornamental, constutui uma das características de Minas Gerais, principalmente pelo Vale do Jequitinhonha e o norte de Minas (Montes Claros, Janaína e Januária). Exemplos: panela, pote, cuscuzeiro, moringa).
Fios e Linha: confecção de tecelagem, bordados, rendas, cuja matéria-prima costuma ser o algodão, a lã, a juta ou a pita.
Tecidos: confecção de almofada, bonecas (objeto lúdico).
Tecelagem: tapetes de arrayolo, tradição portuguesa cujos primeiros exemplos chegaram há mais de 300 anos. Influência da técnica indígena e africana. Traçado de palha (fibra vegetal) e cipós. Exemplos: cestas peneiras, abanos, balaios, jacas (utilitária).
Pedra sabão: objetos ornamentais como: figuras de animais e imaginária (figuras de santoa) ou utilitária como panelas, potes utilitários.
Couro: arreio de montaria, gibão, cintos.
Lotoaria ou folha de flandres: fifós (lamparina), bacias, canecas (utilitária).
Madeira: colheres de pau, pilões cochos, gamelas, além dos objetos lúdicos, decorativos ou ornamentais.
Outros materiais como: papel de seda, sementes, ossos e chifres de animais , constituindo toda a gama de objetos utilitários ou ornamentais.

•LINGUAGEM:
Para explicar como é o mineiro, há inúmeros provérbios:
Mineiro faz bem feito!
Mineiro trabalha em silêncio!
Uai!
Virge!
Cruz Credo!

•LITERATURA:
Lendas: Cavalo invisível: aparece na Quaresma a galope, altas horas da noite, espantando a todos com seu ruído.
Mãe d’Água: mulher encantada que reina debaixo das águas do rio São Francisco.
Chico Rei: governava o povo do sul da África, nas proximidades do rio Congo. Preso, subjugado e trazido para o Brasil. Nas costas do Rio de Janeiro, seu barco afundou num lugar chamado Valongo. Todos os negros que estavam nesse barco foram comprados por mercadores de Vila Rica, hoje Ouro Preto. Dada sua cultura, Chico Rei logo ocupou um lugar de destaque junto aos escravos e também junto a igreja. Conseguiu fundar uma guarda de congos, da qual participavam todos os negros forros de sua grei. Participavam das festas de Nossa Senhora do Rosário com licença do Sinhô ou da Sinhã.

•DANÇA::
Batuque, lundu.

•FOLGUEDO FOLCLÓRICO:
Congada ou Congo. Segundo Saul Martins, o registro mais antigo é de André João Antônio, em Minas Gerais, de 1705 a 1706. Na sua representação, aparecem os personagens: reis, juizes e toda a corte quando das festas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

•CULINÁRIA:
Couve a mineira, arroz com queijo feito em panela de barro, mocotó, paçoca salgada. Frango à caipira com quiabo e angu. Pão-de-queijo. Lombo de porco à mineira e couve.
Tutu: guisado de feijão cozido amassado, depois engrossado com farinha de mandioca acompanhando lingüiça ou torresmo.
Doçaria: brevidade (bolacha), pão de queijo, compotas de frutas, doce de leite, mingau de milho verde e pamonha. Canjiquinha, bolo de fubá, curau de milho verde.
Não podemos deixar de citar que, em Salinas, há produção de cachaça sem produtos químicos. A cana depois de triturada e destilada vai envelhecendo de dois a cinco anos em tonéis de madeira brasileira.

•EVENTOS:
JANEIRO: Ciclo dos Santos Reis.
FEVEREIRO: Ciclo carnavalesco. Blocos de rua. Entrudo.
MARÇO: Semana Santa. Ouro Preto é a cidade que possui maior número de manifestações religioso-populares. Diamantina, Mariana, Tiradentes.
ABRIL: Ciclo da Santa Cruz. Ouro Preto, São João Del Rei.
MAIO: Cicio de Maria, procissões e coroação da santa. Caeté, Montes Claros, Mariana, januária.
JUNHO: Os três santos do mês.
Corpus Christi.
Ciclo junino.
JULHO: Ciclo do Divino Espírito Santo. Minas Novas, Januária e Diamantina.
AGOSTO: Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Caeté.
Ciclo das Congadas. Contagem, Sete Lagos, Divinópolis.
SETEMBRO: Cavalhada, Januária.
OUTUBRO: Em Vila Bela, a chamada cidade negra, realiza-se a Congada, cujo enredo é semelhante às demais congadas, mas sua forma de apresentação é característica. A representação, no entanto, em torno da coroação dos reis do Congo com préstimo e embaixadas é reminiscência da coreografia dos Guerreiros, e, como padroeiro, São Benedito. Após a representação, os congadeiros são recebidos na casa do rei e da rainha do Congo, onde lhes é servida uma farta refeição: quiabo, maxixe, milho verde, abóbora, acompanhada de munhanguê, uma espécie de omelete feita de ovos de ovos de tracajá (ave da região). Tudo regado com chica e o alua, feitos de milho torrado e fermentado.
NOVEMBRO: Dança de São Gonçalo em Urucuia, Januária e várias cidades do Vale do Jequitinhonha.
DEZEMBRO: Ciclo Natalino. Em Ouro Preto, Sete Lagoas e Santana de Pirapora, encontramos os Grupos de Pastorinha.
Em Três Pontas e Congonhas do Norte, os Bois-de-Reis.



RIO DE JANEIRO
Os portugueses chegaram em janeiro, na região da Baía da Guanabara e a confundiram com um rio, dando-lhe o nome de Rio de.Janeiro.

RIO DE JANEIRO Sua capital.

•ETNIA:
Influência indígena, portuguesa, negro-escravo e, mais tarde, alemães.

•ARTE:
Renda de bilro, crochê, cerâmica ornamental.

•ARTESANATO:
Cestaria trançada: cesta, peneira, balaio, lamparia.

•DANÇA::
Ciranda de adultos, cana verde, dança de velhos. Há muitas outras.

•FOLGUEDO FOLCLÓRICO:
Folia de Reis, Lapinhas.

•CULINÁRIA:
A culinária fluminense é muito rica e de influência variada.
Almoço do pato: usado no litoral sul fluminense durante o período da Semana Santa. Convida-se um grupo de amigos para comer um pato roubado da cas de um deles. Geralmente, no final do almoço, confessa-se o roubo e a pessoa de quem se roubou é chamada, popularmente, de Pato (tolo). Em outros municípios, essa brincadeira é realizada em qualquer época do ano.
Ameixa campista: feita de carambola madura em calda, cujo cozimento leva três dias.
Angu-doce: litoral fluminense. Fubá de milho, açúcar, água ou leite, tornando-se um mingau que é servido no café da manhã ou à tarde.
Azul-marinho: prato muito popular em Paraty. Mistura de peixe, banana verdolenga, farinha de mandioca e temperos. Tem esse nome, dado o colorido que a banana dá a essa comida. É servida com pirão e arroz. Encontramos, também, em Angra dos Reis.

•EVENTOS:
JANEIRO: Folia de Reis, Pastorinhas, Festa de São Sebastião, Festa de Santo Amaro.
Procissão Marítima do Ano Novo: Angra dos Reis vem realizando essa festa com desfile de barcos bastante ornamentados tematicamente. É, para o turista, um grande atrativo.
FEVEREIRO: Carnaval: Bloco de sujos; Blocos de carnaval, Cabeções e os Clóvis.
É desejo de alguns foliões realizar um antigo carnaval. Presentemente, o sambódromo é o centro das atrações com Escolas de Samba, luxuosamente preparadas para o desfile de luz, cor e som, principalmente para o turista.
MARÇO: Quaresma, Serra Velha, Procissão do Encontro.
ABRIL: Festa em Homenagem a São Jorge.
MAIO: Festa do Divino, em Paraty, com missa e procissão, quermesse, barracas, leilões.
JUNHO: Corpus Christi, Festas juninas.
JULHO: Festa de São Cristóvão e Festival da Pinga, em Paraty.
SETEMBRO: Festa de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira de Paraty.
OUTUBRO: Festa de Nossa Senhora da Penha.
DEZEMBRO: Santa Bárbara, Santa Luzia, São Benedito (Paraty).
Folia de Reis, Pastorinhas.
Já se tornou tradicional, a Festa da passagem do ano em toda a orla marítima e, principalmente, na praia de Copacabana, lugar da contagem regressiva, dos momentos finais do ano velho, com espetáculo pirotécnico e muita música. Um dia, possivelmente, será folclorizado.



SÃO PAULO
O nome foi dado em homenagem a São Paulo, o Apóstolo.
SÃO PAULO Sua capital. Comemorado no dia do Apóstolo, a 25 de janeiro, a data, então é a da fundação da cidade.

•ETNIA:
Indígena, jesuítica, bandeirante, portuguesa e negro-africana. Mais tarde, os imigrantes europeus.

•ARTE:
Cerâmica ornamental: Vale do Paraíba, em São José dos Campos; Taubaté, no bairro Alto de São João; Guaratinguetá; Cunha e Aparecida.
Estância do Embu: com os mais variados objetos em cerâmica, madeira e outros tipos de materiais.

•ARTESANTO:
Barro: cerâmica utilitária, tradicional ou não; Fibra vegetal:taboa, cipó, cipozinho, bambu, palha de milho.
Latoaria: caneca, lamparina, bacia.
Couro: arreios e apetrechos de animais de montaria e transporte.
Madeira: colher de pau, gamela e até móveis, como acontece na Estância de Embu.
Fios e Linhas: rede de pescar.
Vale do Ribeira, no município de Apiaí, encontramos moringas, panelas, potes.
Toda a técnica de se fazer cerâmica e outros objetos é de influência indígena e jesuíta.

•LINGUAGEM:
Influência italiana: Tchau!

•LITERATURA:
Mitos: boi-tatá, mãe-de-ouro, mula-sem-cabeça, curupira. Este último é o símbolo do Festival de Folclore de Olímpia. Segundo a tradição, ele recebe as chaves da Prefeitura daquele município e, durante o Festival, é o dono da cidade.
Lenda dos Vagalumes do abare-bebê, pela praia de Itanhaém, indo para o sul, um pouco antes de chegar em São João de Peruíbe, depara-se à direita com os restos de uma ruína tetra-secular a resistir ao tempo por entre palmeiras crescidas. Ali existiu, nos primeiros anos de vida social do Brasil, um colégio construído pelos jesuítas. Era o terceiro da tríade: São Paulo (Capital), Bahia e Peruíbe (SP). Colégio e fortaleza, marcos possessórios nas terras tordesilhanas, defesa contra os castelhanos na vastidão daquela praia.
Saci-pererê: apresenta-se de várias formas, de acordo com a região paulista. Negrinho (moreninho) de uma perna só, ágil, astuto e atrevido. Gosta de fumar cachimbo. Usa carapuça vermelha. Apaga o fogo e deixa queimar os alimentos. Espanta os animais, embaraça a crina dos cavalos. Aparece e desaparece em meio a um corrupio de vento. Para espantar um saci pode-se usar um rosário ou dar nós num pedaço de palha. Pode, também, pegá-lo e ser seu dono, mas, para isso, precisa escolher bem a peneira que apanha saci. Não é maldoso, mas é muito brincalhão.

•CULINÃRIA:
A princípio, era à base de milho e da mandioca. Com a imigração, acentuo-se o uso de verduras, legumes e as massas (a italiana). Onde a influência portuguesa se faz sentir, encontramos doces em abundância. Algumas cidades se tornaram conhecidas pela goiabada e seu filmo de corda, como Tietê. O primeiro pão de queijo, em São Paulo, apareceu em Olímpia, sob influência mineira. Doces e biscoitos de polvilho em todo interior paulista. O trivial é: arroz, feijão, ovo, lingüiça, salada, picadinho de carne. Também há paçoca de carne, virado de feijão (feijão misturado com farinha de mandioca ou de milho, torresmo).
Azul marinho: à base de peixe (namorado ou cavala), banana nanica verdolenga, cebola, sal, coentro, farinha de mandioca. Servido com pirão. Encontrado no litoral paulista.
Doçaria: curau, pamonha, bolo de fubá, arroz doce, canjica.
Os licores sempre foram famosos, no interior paulista, como aconteceu, e ainda acontece, em Votuporanga. E José Carlos Rossato que nos conta: licor de abacaxi, de ameixa, amora, banana, carambola, goiaba, figo e tantos outros.

•EVENTOS:
O calendário de eventos de São Paulo conta com uma série de manifestações de cunho popular e religioso. Elas não estão inclusas na relação que se segue. É importante lembrar que existem: festas de todos os santos padroeiros dos municípios, das igrejas, em louvor ao seu Orago ou festas em comemoração a fundação ou emancipação de cidades.
JANEIRO: Folia de Reis, em todo o Estado, principalmente em Olímpia e Guarujá.
FEVEREIRO: Carnaval de rua e blocos em todo o Estado.
Cordão dos Bichos, em Tatuí.
Banho da Dona Dorotéia, em Santos, no domingo que antecede ao carnaval.
Banda do Redondo (Av. lpiranga com a Rua da Consolação) e a Pholia-na-Faria (Avenida Faria Lima), em São Paulo.
MARÇO: Festa de São José, em quase todo o Estado e em bairros paulistanos onde há igrejas cujo patrono é São José.
ABRIL: Semana Santa, procissões em quase todo o Estado.
Malhação do Judas, em Itu e no Vale do Paraíba.
Hanamtsuri, nascimento do Buda, no bairro da Liberdade, cidade de São Paulo.
MAIO: Mês de Maria, novenas e coroação de Nossa Senhora, em quase todo o Estado.
Festa de Nossa Senhora de Fátima, nos bairros de Santana e Sumaré, na Capital.
Festa de Nossa Senhora de Casaluce e São Vítor Mártir, no bairro do Brás, na Capital.
Festa do Divino Espírito Santo, em São Luiz do Paraitinga.
Festa de São Benedito, em Aparecida, com a participação das Companhias de Moçambique.
JUNHO: Festa do Divino Espírito Santo, em Mogi das Cruzes.
Pagamento de promessas nas igrejas de Santo Antônio (Praça do Patriarca) e São Francisco (Largo de São Francisco), Santo Antônio do Pari e Santo Antônio do Catigiró, na cidade de São Paulo, com distribuição do pão de Santo Antônio.
Festas juninas, em quase todo o Estado, em louvor aos três santos do mês. Nas cidades litorâneas, onde a pesca é importante, as festas em louvor a São Pedro são muito importantes, como é o caso de Ubatuba.
Corpus Christi, em inúmeros municípios, destacam-se os tapetes de rua feitos com flores, serragem e outros materiais convenientes, como em Matão, São Manoel, Ibitinga, Itanhaém, Olímpia.
JULHO: Festa do Divino Espírito Santo, em Piracicaba.
Tanabata Matsuri, Festa das Estrelas, no bairro da Liberdade, Caspital.
Festa de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Bênção dos carros em frente à igreja de São Vito (Av. Tiradentes), na caipital.
AGOSTO: Nossa Senhora da Achiropita, no bairro do Bexiga, Capital.
Festival de Folclore de Olímpia.
Festa de Bom Jesus de lguape.
Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos.
Nossa Senhora dos Navegantes, em Cananéia.
Semana de Cornélio Pires, em Tietê.
SETEMBRO: San Genaro, no bairro da Mooca, capital.
Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Largo do Paissandu, capital.
Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, na capital..
Festa de São Benedito, em quase todo o Estado, destaque para Tietê.
OUTUBRO: Nossa Senhora Aparecida na mais importante cidade religiosa, Aparecida.
Círio de Nazaré, peregrinação pelo rio Paraíba de pequenas embarcações. Em Santos, no 2o Domingo.
São Judas Tadeu, no bairro do Jabaquara, capital.
NOVEMBRO: Finados, colônia japonesa na cidade de Bastos.
DEZEMBRO: Natal e Folia de Reis.
Festa cio Divino, em Tietê.
Festa de lemanjá, no 2o domingo, na Praia Grande.
Existem grupos folclóricos de Imigrantes na Capital.
Foram citados países como: Alemanha, Rússia, Grécia, Espanha, Japão, Líbano, Hungria, Portugal e outros, que se apresentam no Memorial do Imigrante de São Paulo.





SUL
Encontramos influências indígena, portuguesa e de imigrantes: italianos, germânicos e outros.
Você vai ouvir, em Caxias do Sul, o sotaque italiano, em Blumenau e Joinville, as características germânicas e, em Florianópolis, poderá admirar as rendas de almofada ou de bilros, de influência portuguesa, além de influências germânicas em outras manifestações espontâneas, pelo interior catarinense.
Em Curitiba e Marechal, há predominância da cultura ucraniana.


PARANÁ
Do guarani: pa’ra= mar, nã = semelhante. Significando rio que parece mar.
CURITIBA Sua capital. Do tupi: cury = pinha, tyba = lugar onde há pinha ou onde há muitos pinheiros. É a Cidade Sorriso.

•ETNIA:
Cultura indígena, portuguesa, bandeirantes, tropeiros e mamelucos.

•ARTE:
Cerâmica ornamental, bordados.

•ARTESANATO:
Cerâmica utilitária, objetos feitos de fibra vegetal: cesta, peneira, balaio.

NOTA: a influência eslava se faz notar com as pessambas, babuchas (bonecas); bordados em ponto cruz. Fazem de madeira, entalhes e móveis.

•LITERATURA:
Mitos: saci, lobisomem, gralha azul (araucária).
Lenda Vila Velha: Itacuretaba ea o antigo nome de Vila Velha. Terra dos homens - Abaretama, protegida por Tupã juntamente com uma legião de apiabas (varões). Estes desfrutavam de uma série de regalias, mas lhes era vedado o contato com mulheres, mesmo as da própria tribo. Os apíabas tomavam conta dos jardins e Itacurtaba era, na verdade, o paraíso. Dhui, desde criança, fora preparado para ser, um dia, o chefe supremo, mas ele não queria seguir a tradição de ser celibatário. As tribos inimigas descobriram aquele segredo e resolveram enviar a mais linda moça de sua tribo para arrebatar o coração de Dhui. E, assim, Aracê Poranga (aurora bonita) conquistou totalmente Dhui. Embebedou-o com o uirucuri, mas resolveu também tomar uma taça do mesmo licor. Ambos acabaram inebriados e descansaram debaixo de uma grande árvore.Tupã, ao descobrir, destruiu totalmente Abaretama, transformando-a em pedra, incluindo a taça do amor. O tesouro liquidificou-se, transformando-se na Lagoa Dourada que até hoje existe. Assim, Abaretama - terra dos homens - tornou-se IItacuretaba – a cidade extinta, de pedra, como é hoje Vila Velha.
Erva Mate: Deus andava pelo mundo acompanhado de São José e São Pedro. Depois de uma longa jornada, repousavam numa casa cujos donos eram velhinhos e pobres e os recepcionaram com grande alegria e satisfação. O casal tinha uma filha muito bonita e Deus agradeceu a hospedagem transformando a linda moça numa árvore que teve o nome de Erva-mate, que sempre cortada, continuará se vestindo de novas folhagens.

•DANÇA::
Pau-de-fita, fandango. Nas regiões predominantemente de influência paulista, ainda podemos assistir às danças da catira e pau-de-fita. Naquelas com influência européia, podemos ver e dançar as polcas e valsas. Os grupos típicos gaúchos (CTGs) também têm sua presença.

•CULINÁRIA:
No café colonial (comunidade alemã), há mais de dez tipos de pratos diferentes.
Em Pinhais, no mês de maio, há demonstração de vários tipos de barreado: porco no rolete, careneiro no buraco, pintado na telha.
Em Palatina, na festa italiana realizada em julho, há pratos típicos e vinho, além de danças da comunidade.

•EVENTOS:
JANEIRO: Folia de Reis, em Paranavaí e Apucarana.
FEVEREIRO: Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em União da Vitória, com procissão de barcos de luzes pelo rio Iguaçu.
MARÇO: Apresentação de grupos étnicos dos povos imigrantes.
Semana Santa, representação da Paixão de Cristo, em Cornélio Procópio.
ABRIL: Festa do Tropeiro, em Lages. Caracterização dos tropeiros, rodeio, tiro de laço, gimeteadas na fazenda dos Pscheidt, em Campo Novo, município de Piên. Apresentação de grupos folclóricos.
MAIO: Festa do Divino, em Campo do Tenente.
JUNHO: Ciclo Junino, homenagem aos três santos. Quermesse, barracas com quentão, pinhão, canjica, nos municípios de Campo Mourão, Castro, Lapa, Morretes, Paranaguá e Pinhais.
Corpus Christi, tapete nas ruas (pó de café, flores, serragem, tampas de guaraná, material reciclado), em Lapa e São José dos Pinhais.
JULHO: Em Açaí, a Festa do Tanabata Matsuri, japonesa. A lenda nos conta a história de amor da princesa e seu eleito.
AGOSTO: Rodeio Crioulo, em Adrianópolis.
Na segunda quinzena, acontece o Festival de Folclore e o de Etnias, em todo o Estado.
SETEMBRO: Festa de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira de Curitiba. Também há, na igreja da Ordem Terceira de São Francisco, barracas com venda de objetos e comidas.
OUTUBRO: Festa do Barreado. Durante cinco dias, em todos os restaurantes de Antonina, há esse tipo de comida.
NOVEMBRO: Festa de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, procissão marítima, quermesse e barraquinhas vendendo objetos típicos.
DEZEMBRO: Festa de São Benedito e Congada, em Lapa.
Nesse mês, os Autos de Natal são muito comuns, mostrando presépios (Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, São José dos Pinhais, União da Vitória).
Em Curitiba, o Palácio Avenida é todo ornamentado, há coral de crianças e idosos, luz, som e cantos. Todos curtem espírito de Natal.


RIO GRANDE DO SUL
Origem: capitania do Rio Grande do Sul: Pedro do Rio Grande.
PORTO ALEGRE Sua capital. Porto dos Dornelas, no Guaíba. Os açorianos deram o nome de Porto dos Casais. Transcorridas três décadas passou a ser sede da Província.

•ETNIA:
Mais de trinta etnias convivem no Estado, realizando seus usos e costumes e participando das comunidades vizinhas.

•ARTE:
Bordado de linha ou fio, objetos ornamentais em madeira, prata, chifre.

•ARTESANATO:
Couro: arreio, chicote, selas.
Fibra vegetal: cesta, peneira, balaio.
Na capital gaúcha, você encontra para comprar panelas, mintas de lã crua, artigos de couro cru e outros artigos de couro baseados totalmente na tradição do país.

•LINGUAGEM:
Barbaridade, chê!
Guri (menino)
Chinoca
Achado não é roubado; quem perdeu foi relaxado.

•LITERATURA:
O Rio Grande do Sul é muito rico nas suas tradições, que se mantêm através de obras publicadas e dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). Em relação a mitos e lendas, o Estado recebeu influências da cultura espanhola, indígena, portuguesa e da cultura negro-escrava. Mais tarde, dos imigrantes. Citamos a lenda do Negrinho do Pastoreio, com inúmeras variantes. Do Cavalo encantado, Salamanca do Jarau São Sepé. Estas duas últimas, você encontrará no nosso Manual do Folclore, 3° edição, da Global Editora.

•DANÇA::
O gaúcho vai fandangar (dançar) nos galpões ou nos salões, as danças: pezinho, balaio, chimarrita, anu, shotes-de-duas-damas. Os CTGs promovem, permanentemente, espetáculos de dança, em salões tradicionais e, também para seu lazer. O turista é convidado, especialmente, para assistir e se divertir.

•FOLGUEDO FOLCLÓRICO:
Festa de Reis e Congada.

•TIPO POPULAR:
Gaúcho e peão.
Vestimenta gaúcha: seu estudo é muito interessante, além de complexo. Devemos voltar no tempo, 1750, quando o gaúcho usava bombachas (chiripó), chapéu, ponche, lenço, botas para os dias de festas ou comemorações. No campo, usava boleadeira, cinto de couro com ornamentos de prata.

•CULINÁRIA:
O vinho e o galeto formam uma bela dupla. Em Caxias do Sul, você vai encontrar vinhedos, casas coloniais, lembrando a Itália eterna.
Em Pelotas, a influência portuguesa lhe oferece a tradicional doçaria e as técnicas de pesqueiros profissionais.
Churrasco e chimarrão, um binômio inseparável.

•EVENTOS:
FEVEREIRO: Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira de Porto Alegre, procissão de barcos pelo rio Guaíba. O sincretismo religioso faz também a festa em homenagem a Iemanjá, deusa das águas salgadas, na crença africana.
SETEMBRO: Semana Farroupilha, identificada com a cultura tradicional.
do Rio Grande do Sul. Há parada cívica, participação intensa dos CGTs. É feriado municipal.
DEZEMBRO: Festa Natalina. Apresentação de orquestras, grupos folclóricos e corais. O Ciclo Natalino se prolonga até 6 de janeiro do ano seguinte.


SANTA CATARINA
FLORIANÓPOIIS Sua capital. Carinhosamente chamada Floripa.

•ETNIA:
Segundo Doralécio Soares, presidente da Comissão Catarinense de Folclore, o indígena exerceu influência na constituição das manifestações folclóricas principalmente em relação à cerâmica, trançados e fibra vegetal, lendas e mitos, totalmente absorvidos pelas comunidades, no perpassar dos tempos.
Quanto às manifestações espontâneas do negro-africano, nota-se a influência não somente na alimentação, superstições e crendices, mas também, nas danças e folguedos, como o folguedo Cacumbi.
Os portugueses têm ainda espaço radicado em todo o Estado, como a Festa do Divino, Dança das Fitas, Dança do Vilão e cultos religiosos. As manifestações dos imigrantes estão muito vivas e sempre se apresentam em público como nos municípios de Blumenau, São Bento do Sul, Pomerode, Nova Veneza e outras tantas.

•ARTE:
Cerâmica ornamental é representada pelas figuras de boi, galinha, perus e outras miniaturas como objetos lúdicos para a criançada. Renda de bilro ou de almofada principalmente na Lagoa da Conceiçã.

•ARTESANATO:
Vale do Itajaí: cerâmica utilitária feita no torno e queimada no forno.

•LINGUAGEM:
Bassoura
Prá-riba
Apreiros (modelos e utensílios)
Café com mistura

Eis duas quadrilhas:
Alfinete miudinho/ preguei na almofada/ o dia que não te vejo/ não como não faço nada.
Olhos pretos, olhos pardos/ olhos azuis soberanos/ os castanhos dos teus olhos/ para mim foram tirados.

•LITERATURA:
Pão-por-Deus: poesia enviada, em papel recortado e dobrado, à pessoa a quem se faz pedido: presente, abraço, beijo. Esse tipo de manifestação é encontrado somente em Santa Catarina. Nas festividades de agosto, durante a Semana de Folclore, em São Francisco do Sul, por ocasião da Festilha – Festival da Ilha, criado em 1989, o pão-por-Deus é muito concorrido nas solicitações e oferendas.
Exemplos:
Lá vai meu coração/ já que não posso ir/ vai levar lembranças minhas/ e pão-por-Deus vai lhe pedir
Aqui vai meu coração
pedindo o teu socorro
se me deres o pão-por-Deus desta vez, meu bem, não morro
Há, em Santa Catarina, muitos grupos folclóricos e parafolclóricos constituídos pelas colônias de imigrantes:
1. Grupo de Dança Folclórica Tirolesa Schumplattler, criado em 1933;
2. Grupo Alpino-Germânico, criado em 1968;
3. Grupo ítalo-Brasileiro (Nova Veneza), criado em 1976;
4. Grupo Folclórico Germânico Bohmerwald, criado em 1977.

•DANÇA::
Pau-de-fita, jardineira, dança do vilão com bastões que se entrechocam, constituindo coreografia complexa e indicando destreza dos seus participantes.

•FOLGUEDO FOLCLÓRICO:
O Boi de Mamão.
Cucumbi de Ticumbi, influência afro-brasileira. Representa a luta entre o rei do Congo e o rei Bamba. O capitão não paga o salário e os marinheiros se revoltam. Inicia-se a luta. O Ticumbi homenageia São Benedito e Nossa Senhora do Rosário ao ritmo e sorri de tambores, padeiros e surdos.

•CULINÁRIA:
À base de peixe, crustáceo e aves (pato, galinha, marreco), com arroz e farofa. Usam, também, carne de carneiro, coelho, boi e rã. Acentuada influência alemã e italiana.
Toraia: polenta, nhoque, omelete de ovos com queijo.
Xucrute, tainha na telha, compotas e frutas cristalizadas.
Rosca de polvilho ou coruja.
Na lagoa da Conceição, há uma espécie de rodízio,somente baseado em camarão.

•EVENTOS:
JANEIRO/FEVEREIRO: Boi de Mamão, principalmente na faixa litorânea.
FEVEREIRO: Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em Itajaí.
MARÇO/ABRIL: Semana Santa, rezas e procissões.
MAIO/JUNHO/JULHO: Festa do Divino, em Santo Amaro da Imperatriz e Florianópolis. Esta festa, de influência açoriana, pode variar entre os meses de maio, junho ou julho, dependendo do calendário religioso.
Festa dos três santos.
AGOSTO: Festa de Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque.
Festilha, em São Francisco do Sul.
OUTUBRO: Oktoberfest, realizada pela primeira vez em 1911. Sofreu interrupções e muitas modificações. Hoje é atração turística. Para nós, a culinária, a feira de arte e artesanato e as danças são razões de estudo e observação.
DEZEMBRO: Ciclo Natalino.


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Fonte:
http://www.abrasoffa.org.br/folclore/folclorebr/regioes.doc





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