Ferrovias do café

Ferrovias do café

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O desenvolvimento do Brasil esteve muito relacionado com a expansão das ferrovias pelo país. O fato aconteceu no momento em que o café se destacava como o produto mais importante do Brasil.

As ferrovias do café começaram a ser construídas durante a 2ª Revolução Industrial, no século XVIII. O objetivo da construção das ferrovias era aumentar a velocidade de escoamento de mercadorias para os consumidores.

O transporte ferroviário no Brasil cresceu graças ao trabalho de um inglês, chamado George Stephenson. Foi ele quem inventou e aprimorou a locomotiva a vapor, em 1814. Essa invenção revolucionou o sistema de transportes no mundo todo.

No Brasil, ingleses e norte-americanos foram contratados para projetar a construção das primeiras ferrovias. Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá, foi quem recebeu do Império, em 1852, a concessão para construir e explorar as ferrovias.

A primeira estrada de ferro projetada no Brasil foi pensada para ligar o Porto de Estrela, na Baía de Guanabara, à Raiz da Serra, na região de Petrópolis. Dessa forma, nasceu a Estrada de Ferro Mauá, primeira ferrovia do Brasil. Essa estrada de ferro foi inaugurada pelo imperador D. Pedro II em 30 de abril de 1854.

Em seguida, outras ferrovias foram construídas no Brasil. Em 1858, foram inauguradas a Recife-São Francisco e a D. Pedro II. Em 1860, foi a vez da ferrovia Bahia-São Francisco. Em 1967, o Brasil ganhou a Santos-Jundiaí; e em 1872, foi aberta a Companhia Paulista.

A expansão da malha ferroviária no Brasil esteve relacionada ao comércio do café. Com a construção das primeiras ferrovias, o imperador D. Pedro II desejava expandir a produção nacional do café.

As áreas cafeeiras de São Paulo e Rio de Janeiro foram as mais privilegiadas pelos investidores das ferrovias brasileiras. Nesse período, o café era o principal gênero de exportação do Brasil.

As ferrovias de São Paulo foram construídas pensando na rota para o porto de Santos e para o Rio de Janeiro. Em 1870, a criação das ferrovias Mogiana e Sorocabana contribuíram ainda mais para a expansão da cafeicultura do interior do Estado de São Paulo.

É possível dizer que a rede ferroviária do Brasil acompanhou a chamada "marcha do café" para o oeste. Depois da queda do império do café no país, as ferrovias passaram a ter menos investimentos.

Atualmente, a rede ferroviária não é ampliada e estimulada no Brasil. O país concentra o escoamento dos produtos e alimentos no transporte rodoviário.

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