Dom Casmurro é o nome de um dos mais importantes romances de Machado de Assis. A obra foi publicada em 1899, pela Livraria Garnier. O livro faz parte da trilogia realista do escritor, que também conta com as obras Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Quincas Borba (1891).

No contexto da obra, fica claro que o personagem Dom Casmurro, que dá nome ao livro, é o narrador da história, a pessoa que, do início ao fim, desenvolve a trama. Sendo assim, Dom Casmurro é o próprio Bento Santiago, personagem principal do livro.

A obra fala inteiramente da vida de Bento, da juventude à idade adulta, passando por diversas fases, como o tempo de seminário, sua história de amor com Capitu e o sentimento de ciúme e posse que existia nessa relação. O texto é escrito sempre em primeira pessoa. Fica claro também que Dom Casmurro foi um apelido que Bento recebera durante sua vida.

A obra Dom Casmurro trata de temas polêmicos, como moral, ciúme, adultério, entre outros. O livro foi um dos mais estudados e recebeu várias interpretações psicológicas e psicanalíticas, principalmente na crítica literária da década de 1940. É considerado uma obra-prima de Machado de Assis.

Capa do Livro Dom Casmurro

Sobre a obra

No livro, Bento Santiago (Dom Casmurro) é um homem de aproximadamente 60 anos de idade, que conta a história de sua própria vida. O narrador tem total fixação pela jovem Capitu e pela história de amor que viveu com ela. Por isso, em diversos momentos ele deixa clara a sua fascinação, em trechos como “olhos de cigana oblíqua e dissimulada, capazes de atrair como a ressaca do mar”.

Bento fala brevemente sobre sua infância e velhice e foca a maior parte da narrativa em sua adolescência, principalmente na relação de amor com Capitu, que acabou em traição.

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Dom Casmurro era um homem rico e bem criado. Durante sua infância e início de adolescência, ele estava inclinado a ser padre, por influência de sua mãe, Dona Glória, mas lhe faltava vocação. Ele passou pelo seminário, onde conheceu seu melhor amigo Escobar, mas abandonou o local para estudar Direito e se casar com Capitu. Da união do casal, nasceu Ezequiel.

Mais ao final do livro, Escobar morre afogado e, durante o velório, Dom Casmurro começa a notar um comportamento estranho em Capitu. Em seguida, ele percebe a grande semelhança entre seu filho Ezequiel e seu falecido amigo Escobar, o que aumenta nele a certeza de que fora traído.

Obcecado pela dúvida da infidelidade da esposa, Bento pede o divórcio e envia Capitu e o filho para viverem na Europa. Depois disso, ele passa a viver sozinho, em total reclusão, fato que justifica seu apelido “Dom Casmurro”, que significa introspectivo.

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