Dissertação


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Dissertação

12/02/2009 - Celso L. Pagnan

O texto dissertativo
Celso L. Pagnan

Quando queremos defender uma idéia e convencer nosso leitor acerca de nosso ponto de vista, devemos elaborar um tipo de texto que consiga apresentar com clareza nossas hipóteses, justificá-las com base em argumentos, refutar contra-argumentos, exemplificar e encaminhar para conclusões. Enfim, com base em reflexão e raciocínio, orientamos nosso leitor na direção que consideramos a mais acertada. Esse tipo de texto é chamado dissertativo, e corresponde ao que nós conhecemos como um texto científico, um editorial de jornal.

Esse tipo de texto envolve reflexão e raciocínio, e que se apóia no genérico, no abstrato para levar ao leitor o conhecimento pretendido. Como sempre há uma intenção argumentativa, o objetivo de uma dissertação é influenciar, persuadir, convencer o interlocutor, fazendo-o crer em algo, aderir a uma opinião. Na dissertação, o enunciador de texto manifesta explicitamente sua opinião ou seu julgamento.


Estrutura do texto dissertativo
O texto dissertativo organiza-se em três etapas, cada uma das quais com funções bem específicas que, em conjunto, oferecem ao leitor uma visão de totalidade. Vejamos cada uma dessas três partes:

Introdução: é a parte em que se apresenta a idéia principal, a tese, a qual deverá ser desenvolvida progressivamente no decorrer do texto. A idéia principal é o ponto de partida do raciocínio. A elaboração dessa etapa inicial exige boa capacidade de síntese, pois a clareza alcançada na exposição da idéia constitui uma das formas de obtermos a adesão do leitor ao texto; não que o leitor de imediato concorde com nosso primeiro argumento – a tese – mas se oferecermos a ele um contato direto com a matéria que encaminhará nossa argumentação, o texto ganhará maior objetividade e rigor.

Desenvolvimento: a articulação de novos argumentos ocorre nesta etapa de elaboração do texto. No desenvolvimento, as informações sobre a matéria anunciada na introdução são analisadas, debatidas em confronto com informações integrantes, ou não, do universo a que pertence o tema. É evidente que a variedade de conexões entre os argumentos depende da riqueza do repertório de quem escreve e da possibilidade de constituir-se com eles uma rede de sentidos; a quantidade de informações por si só não assegura a qualidade da argumentação, já que esta, como uma operação lógica, decorre do domínio sobre o material lingüístico (estruturação da frase, pontuação, uso de conectivos etc.) e da adequação dos argumentos ao contexto, antecedida do exame da veracidade de cada um deles.

Conclusão: esta parte, que é também chamada de desfecho, sintetiza o que há de mais relevante no conteúdo desenvolvido; o objetivo dessa retomada de conteúdos é registrar as considerações finais do autor sobre o tema.



Exemplo de dissertação publicada em jornal:
Comerciais exibidos na televisão recorrem a estereótipos para criar a sensação de desejo no inconsciente do telespectador. A linguagem da propaganda, em qualquer meio de comunicação, é sempre a da sedução, a do convencimento. (introdução)

Na TV, seu discurso ganha um reforço considerável: a força das imagens em movimento. Assim, fica muito difícil resistir aos seus apelos: o sanduíche cujos ingredientes quase saltam da tela com sua promessa de sabor, o último lançamento automobilístico – que nenhum motorista inteligente pode deixar de comprar – deslizando em uma rodovia perfeita como um tapete, a roupa de grife moldando o corpo esguio de jovens modelos.
A publicidade funciona assim nas revistas, nos jornais, no rádio e nos outdoors, mas suas armas parecem mais poderosas na televisão. Se é verdade, como dizem os críticos, que a propaganda tenta criar necessidades que não temos, os comerciais de TV são os que mais perto chegam de nos fazer levantar imediatamente do sofá para realizar algum desejo de consumo – e às vezes conseguem, quando o objeto em questão pode ser encontrado na cozinha.

Aprender a “ler” as peças publicitárias veiculadas pela TV tem a mesma importância, na formação de um telespectador crítico, que saber analisar os noticiários e as telenovelas. A parte mais óbvia desse trabalho de conscientização refere-se, claro, à identificação das estratégias usadas para criar o apelo ao consumo.

Entre as armas da publicidade para seduzir o telespectador destacam-se a nudez, a inocência infantil e a plasticidade quase irreal das imagens. Independente do apelo ao consumo, os comerciais exibidos pela televisão também se prestam a análises mais amplas de conteúdo.
(desenvolvimento)


Ao difundir modelos de comportamento, os comerciais exercem tanta influência sobre os telespectadores quanto os personagens de novelas. E, ao reforçar estereótipos associados a raças e classes sociais, por exemplo, contribuem decisivamente para que imagens distorcidas da sociedade continuem a ser propagadas.
(Conclusão)


“Publicidade: a força das imagens a serviço do consumo.” Jornal Folha de S. Paulo.


Autor: Celso L. Pagnan
Fonte: http://www.redacional.com.br/dissertacao.htm





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