Desvendando a insônia

A Síndrome de Insônia vem afetando a população global. Para se ter uma ideia do nível do problema, entre a população da Austrália já foi comprovado que a insônia tem impactado de forma severa a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

Alguns pacientes crônicos de longo prazo são os que mais se prejudicam, pois a insônia altera toda a questão da concentração, da vida profissional e das relações sociais. Agora, uma descoberta do Centro de Investigação do Sono da UniSA está ajudando a chegar ao cerne dos problemas do sono. A principal descoberta está relacionada à forma como a temperatura do corpo desempenha um papel vital no início do sono.

A pesquisa mostrou que o corpo precisa baixar sua temperatura interna para que o sono comece normalmente. De acordo com o Dr. Cameron Van den Heuvel, cerca de uma a uma hora e meia antes de dormir, o corpo começa a perder o calor de seu núcleo central, o que aumenta a sensação de cansaço em adultos normais saudáveis. Estas mudanças fisiológicas acontecem bem antes de ir para a cama e podem, inclusive, estar ocorrendo antes de as pessoas perceberem.

A regulação da temperatura é um fator significativo para desencadear a insônia. As pessoas que apresentam dificuldade para dormir não conseguem iniciar o sono rapidamente e acabam perdendo de 2 a 4 horas de sono por noite. Também existem pessoas que têm dificuldade em permanecer dormindo, acordando várias vezes durante a noite.

Nestes dois casos, comuns em pessoas com idades entre 20 e 30 anos e em idosos, o sono não é repousante, causando extremo cansaço durante o dia.


Como resolver o problema da insônia?

Segundo os estudos, uma forma de amenizar os efeitos negativos da insônia seria reduzir a temperatura corporal no momento de dormir. As pessoas precisam perder o calor do corpo para aumentar a sonolência.

Uma das propostas da medicina é promover essa mudança de temperatura com o suporte de fármacos. Uma gama de medicamentos já está em fase de pesquisa.

Enquanto os estudos não terminam, é possível reduzir a temperatura corporal dormindo pelado e deixando livres as áreas das mãos, do rosto e dos pés. Um mecanismo chamado de biofeedback também está sendo pesquisado pelo psicólogo da UniSA, Dr. Kurt Lushington. Este método envolve o treinamento das pessoas para aumentar ou diminuir a temperatura das mãos por meio de estímulos visuais, como imagens de praias e outros elementos refrescantes.

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