Clonagem da Ovelha Dolly

Clonagem da Ovelha Dolly

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Inglaterra 24/02/1997 - Segunda-feira
Numa façanha que pode ser uma das operações de engenharia genética mais previstas e mais temidas do que qualquer outra, um grupo de pesquisadores da Inglaterra conseguiu fazer pela primeira vez o clone de um mamífero adulto usando o DNA. Essa conquista deixou surpresos outros pesquisadores importantes, segundo os quais isso era algo impossível. Os pesquisadores supunham que o DNA de células adultas não agiria como o DNA formado quando o gene de um espermatozoide se mistura pela primeira vez com o gene de um óvulo.

Teoricamente, dizem os pesquisadores, a nova técnica poderá ser usada para criar um ser humano geneticamente idêntico – uma espécie de gêmeo atrasado no tempo. Essa perspectiva embriões levanta as mais espinhosas questões éticas e filosóficas. A experiência de Ian Wilmut foi simples. Uma célula mamária foi retirada de uma ovelha adulta e seu DNA preparado para que fosse aceito por um óvulo de outra ovelha. Depois os cientistas retiraram o DNA próprio desse óvulo, substituindo-o pelo DNA da ovelha adulta por meio da fusão do óvulo com a célula adulta. As células fundidas, que traziam o DNA adulto, começaram a crescer e dividir-se, exatamente como um óvulo fertilizado, perfeitamente normal, para formar um embrião.

Wilmut implantou o embrião em outra ovelha: em julho de 1996 e ela pariu um filhote chamado Dolly. Embora Dolly pareça perfeitamente normal, os testes de DNA mostram que ele é o clone da ovelha adulta que forneceu seu DNA. As justificativas dos cientistas se baseiam no fato de que, com essa nova técnica, pode-se produzir mais produtos destinados à saúde; estudar as doenças genéticas para as quais ainda não existe cura e ainda fazer cópias múltiplas de animais excelentes na produção de carne, leite ou lã.

Ovelhas clonadas


O anúncio da primeira clonagem de um animal adulto provocou polêmica no mundo todo e reacendeu o temor de médicos, especialistas em ética e religiosos sobre a produção de “frankensteins” em série. O receio de todos, é que essas novas técnicas científicas estarão ao alcance de todos os cientistas do mundo, independente de suas restrições morais.

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