Civilização Egéia


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Civilização Egéia

Até 1870, muito se duvidava do fato de ter havido uma civilização avançada desenvolvida nas Ilhas Egéias e nas costas da Ásia Menor muitas centenas de anos antes do aparecimento dos gregos.

Foi um estudioso da “Ilíada”, de Homero (obra na qual se faz referência à existência, na região de Tróia, de um povo que raptara Helena e que fora castigado pelos gregos em virtude disso), Heinrich Schliemann, o responsável pela comprovação do fato.

Não aceitando a versão mais levada em conta em sua época, que pregava que aquelas referências tratavam de um povo fictício, Schliemann começou a escavar a região de Tróia em 1870 e, finalmente, descobriu as cidades citadas por Homero. Daí em diante, seguiram-se muitos estudos arqueológicos e, hoje, supõe-se que a civilização Egéia tenha se originado na Ilha de Creta e depois tenha se expandido para o continente (Grécia e Ásia Menor), fundando então uma próspera sociedade, das mais livres e progressistas de seu época.

O governante era chamado de Minos e, ao contrário das muitas civilizações antigas, não era oriundo das classes militares.

Aliás, nem era muito grande o tamanho de seus exércitos, uma vez que o mesmo não era utilizado para controlar a população, somente para subjugar eventuais invasores.

Na verdade, o rei era o principal capitalista do país, aquele que controlava seu “parque industrial”.

As fábricas do palácio produziam vasos de cerâmica, artigos de metal e tecidos, que eram vendidos tanto no interior quanto no exterior, garantindo as finanças da corte. A propriedade privada não era proibida, mas em virtude da concorrência com o rei, as atividades industriais não eram muito cobiçadas, embora existissem e algumas tenham sido bastante prósperas.

A agricultura e o comércio eram mais atraentes. Esse quadro favoreceu a igualdade social entre os egeus.

A escravidão era muito pequena e mesmo as classes mais baixas da população viviam com relativo conforto e garantias sociais.

O índice de alfabetização era praticamente cem por cento, a mulher gozava de direitos idênticos aos do homem (contribuía para isso o fato de a religião ser matriarcal, ou seja, a divindade suprema era uma deusa, não um deus) e qualquer membro da sociedade podia exercer atividade política.

A arte do povo egeu também era reflexo dessa realidade, não procurava glorificar a ambição arrogante de uma classe dominante.

A pintura foi a expressão de maior vigor entre eles, pois os artistas revelavam precisão cirúrgica nos traços, que exprimem como poucos a dramaticidade e a leveza dos temas naturais, como a corrida de um veado ou a caçada de um felino.

Os egeus eram, em suma, um povo individualista, cuja preocupação era aproveitar ao máximo a existência terrena, encarando o além como uma prolongação natural de sua presença neste mundo belo e aprazível.

Isso é claramente comprovado pela inclinação ao conforto, à opulência, ao divertimento, à ousadia e ao gosto pela vida, características que garantiam o bem-estar e a prosperidade de todas as camadas sociais, fato único na história das civilizações antigas.


Leia mais:
Curiosidades sobre a Civilização Egéia

Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/egeia.html




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