Chico Mendes nasceu no dia 15 de dezembro de 1944, em Xapuri, no Acre. Ele foi um dos mais importantes líderes seringueiros do Brasil e lutou pela preservação da Floresta Amazônica. Seu posicionamento como ativista ambiental o levou a ganhar diversos inimigos entre os fazendeiros do Acre. Com isso, Chico Mendes acabou assassinado com tiros no peito, em sua própria casa.

Por causa de seus esforços em defesa da Floresta Amazônica e das seringueiras nativas, Mendes recebeu o Prêmio Global de Preservação Ambiental, da Organização das Nações Unidas (ONU).


Vida e morte de Chico Mendes

Chico Mendes era filho do seringueiro Francisco Alves Mendes e de Maria Rita Mendes. Ele foi criado na floresta e só pode ser alfabetizado quando tinha 19 anos de idade.

Mendes atuou como sindicalista, chegando a ocupar o cargo de secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Basileia. Ele manteve um posicionamento firme em favor da posse de terra dos nativos de sua região e contra o desmatamento da Floresta Amazônica. Seus principais inimigos eram os serralheiros e os fazendeiros.

As primeiras ameaças de morte sofridas por Chico Mendes aconteceram no final da década de 70 e início da década de 80. No ano de 1981, ele assumiu a direção do Sindicato de Xapuri, no cargo de presidente da entidade. Já em 1982, se candidatou ao cargo de deputado federal pelo PT, mas não foi eleito.

Chico Mendes ficou conhecido nacional e internacionalmente por causa de seus ideais e por sua luta. No ano de 1987, ele foi convidado para discursar na reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Miami, nos Estados Unidos.

Em 1988, Chico Mendes participou da criação primeira reserva extrativista do Acre. Neste processo, as terras do fazendeiro Darly Alves da Silva foram desapropriadas. Depois disso, Mendes voltou a receber ameaças de morte.

Apesar de ter solicitado proteção às autoridades, no dia 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes foi morto com tiros de escopeta. Ele deixou esposa e dois filhos.


Condenações pela morte de Chico Mendes

O fazendeiro Darly Alves foi condenado, em dezembro de 1990, a dezenove anos de prisão por ter ordenado o assassinato de Chico Mendes. A sentença teve repercussão internacional. O filho de Darly, Darci Alves, foi o executor dos tiros e também foi condenado.

Depois de presos, Darci e Darly fugiram da prisão no ano de 1993, mas acabaram recapturados em 1996. Já em 1999, Darly recebeu o direito de cumprir sua pena em prisão domiciliar e Darci, no mesmo ano, passou para o regime semiaberto.

Atualmente, Darly vive novamente em Xapuri, enquanto seu filho, Darci, mora em Brasília com a família. Chico Mendes continua sendo considerado um dos ambientalistas mais importantes da história do Brasil.

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