Cantigas Medievais

As cantigas medievais fizeram parte da literatura dos trovadores. Esse tipo de produção literária era dividido em três estilos básicos, cada um com suas características. São eles: as cantigas de amigo, as cantigas de amor e as cantigas de escárnio ou maldizer.

Essas cantigas também podiam ser classificadas entre líricas e satíricas. As cantigas líricas falavam, principalmente, do amor e da amizade. Já as cantigas satíricas faziam críticas à sociedade medieval.

O trovadorismo foi muito forte durante toda a Idade Média, mas surgiu especificamente no século XI. O movimento literário e poético reuniu grandes nomes da literatura portuguesa e espanhola. De acordo com estudos, as cantigas foram as primeiras obras escritas em língua portuguesa.

As cantigas são um importante registro da Idade Média. Em Portugal, esse movimento, chamado de trovadorismo português, durou mais de 150 anos, chegando até o século XIV.

Na prática, as cantigas medievais são escritos históricos, que retratam principalmente as culturas ibéricas. Portugal foi um dos países com mais autores consagrados neste gênero.

Acredita-se que a primeira cantiga do Trovadorismo criada na Península Ibérica tenha sido a Cantiga da Ribeirinha, escrita por volta do ano de 1198.

Tocando instrumentos medievais

Características das Cantigas Medievais

Cantigas de amor: retratam o amor idealizado de um homem por uma dama. Trata-se de um amor à distância, não concretizado.

Cantigas de amigo: são cantigas populares que falam sobre amizade, amor e Deus.

Cantigas de escárnio ou maldizer: são aquelas cantigas que fazem sátiras.


Confira alguns exemplos de Cantigas Medievais!

1. Cantiga de Amigo:

Ondas do mar de Vigo

acaso vistes meu Amigo?

Queira Deus que ele venha cedo!

Ondas do mar agitado,

acaso vistes meu amado?

Queira Deus que ele venha cedo!

Acaso vistes meu amigo,

aquele por quem suspiro?

Queira Deus que ele venha cedo!

Acaso vistes meu amado,

por quem tenho grande cuidado?

Queira Deus que ele venha cedo!

(Martin Codax)


2. Cantiga de Amor:

Senhora minha, desde que vos vi,

lutei para ocultar esta paixão

que me tomou inteiro o coração;

mas não o posso mais e decidi

que saibam todos o meu grande amor,

a tristeza que tenho, a imensa dor

que sofro desde o dia em que vos vi.

(Afonso Fernandes)


3. Cantiga de Escárnio e Maldizer:

Ai, dona fea, foste-vos queixar

que vos nunca louv[o] em meu cantar;

mais ora quero fazer um cantar

em que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!…

(João Garcia de Guilhade)

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