Biologia das Serpentes

Biologia das Serpentes

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As serpentes possuem um corpo alongado, por esse motivo a disposição de seus orgãos acompanham o formato do corpo.

São desprovidos de membros, cavidade do ouvido medio e timpano, ouvido externo, palpebras móveis, esterno e bexiga urinária.

Provido de 02 rins, figado, pulmão e coração.

Seu pulmão direito é desenvolvido (o esquerdo é reduzido ou ausente) servindo apenas como um reservatório de oxigênio, sendo maior em serpentes mais primitivas, como as da familia boidae (jiboias, salamantas, etc...).

O coração possui 3 cavidades: 2 atrios e 1 ventriculo (FOTO 4), por esse motivo o transporte de oxigenio para o corpo fica bastante comprometido.

Acontece o seguinte, em um atrio entra o sangue rico em oxigenio (Sangue arterial) e no outo o rico em gás carbônico (Sangue venoso), eles se juntam no ventriculo e são jogados e misturados na corrente sanguinea.

O corpo é recoberto de escamas epidermicas corneas, que são importantes na identificação e classificação das serpentes.

As escamas da cabeça podem ser bastante numerosas e pequenas, parecidas com as do dorso, como as da familia viperidae, que são peconhentas; ou escamas lisas e grandes em forma de escudos ou placas cefalicas, como as da familia colubridae ( FOTO 1).

Na parte ventral apresentam-se escamas grandes que ficam dispostas da cabeça ate a ponta da cauda (FOTO 2), mas em cobras cegas e marinhas são pequenas, podendo ser tambem lisas, carenadas ou ainda peroladas.

O número de escamas ventrais nas serpentes, com ventrais grandes, corresponde aproximadamente ao numero de vertebras.

Na parte inferior da cauda das escamas passam a ser chamadas de caudais ou semicaudais e podem ser inteiras ou divididas (FOTO 3).

A função das escamas é de proteger o corpo contra o atrito no solo e na subida em arvores, no caso das arboricolas, e auxilia contra a perda de agua excessiva.

Sua pele é maleavel e retrai conforme a situação. Os musculos são numerosos e bastante fortes, principalmente nas serpentes constrictoras como jibóias, salamantas e sucuris.

A tolerância termica vai de 0 grau a 47 graus, mas a temperatura ideal é de 25 graus, muito abaixo ou acima desse limite o metabolismo fica comprometido.

As serpentes, como os demais repteis são pecilotérmicos, ou seja, sua temperatura varia de acordo com a do ambiente.

FOTO 1

Escamação da cabeça de uma serpente colubridae (vista dorsal, gular e lateral). (Segundo Lancini)

FOTO 2

Foto mostrando como são as escamas ventrais de uma serpente. Nas serpentes marinhas e nas cobras cegas elas são menores.

FOTO 3

Escamação da cauda. Visão ventral da cauda mostrando as escamas subcaudais, inteiras e divididas.

FOTO 4

Circulação de um reptil nao crocodiliano. Esquema do coração de um reptil nao crocodiliano, onde as serpentes fazem parte. Observar 2 auriculas e 1 ventriculo.

Fonte: O mundo das serpentes.

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