Antero Tarquínio de Quental foi um escritor e sonetista português. Ele nasceu em Ponta Delgada, na região do Arquipélago dos Açores, em Portugal, em 18 de abril de 1842.

Antero de Quental era de família rica e nobre. Seus pais foram Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia.

O escritor iniciou seus estudos na ilha de São Miguel, mas, aos 16 anos de idade, partiu para estudar Direito em Coimbra. Aluno exemplar, Quental se destacou, mantendo um desempenho acima da média. Ele sempre demonstrou grande interesse por literatura e filosofia.


Vida e obra de Antero de Quental

Os primeiros sonetos de Antero de Quental foram lançados quando ele tinha apenas 20 anos de idade. Em 1862, ele publicou a obra “Sonetos de Antero”.

A partir daí, sua trajetória na literatura se tornou consagrada. Antero de Quental, Luís de Camões e Bocage foram considerados a tríade dos maiores sonetistas portugueses.

O escritor viajou por diversos lugares do mundo, passando por Estados Unidos, França, Canadá, entre outros países. Ele também se envolveu diretamente em questões políticas de Portugal.

Em Coimbra, Quental começou a desenvolver suas ideias socialistas, por volta do ano de 1864. Formado, ele passou a viver em Lisboa, no ano de 1866, onde participou da fundação do Partido Socialista Português.

Neste período, atuou como editor da revista “O Pensamento Social”, além de ter fundado e trabalhado no jornal "A República". Antero de Quental foi bastante influenciado pelos ideais de Pierre-Joseph Proudhon e Georg Wilhelm Friedrich Hegel, importantes filósofos da Europa.

É possível dizer que Antero de Quental esteve no grupo responsável pela introdução do socialismo em Portugal. Em 1869, o escritor voltou a viver no Porto. Nesta época, ele estava doente, sofrendo de tuberculose.

Mais tarde, Quental acabou diagnosticado com transtorno bipolar. Seu estado de depressão profunda o levou a cometer suicídio em 11 de setembro de 1891.

A obra de Quental foi baseada na liberdade de pensamento. Ele esteve ligado à Questão Coimbrã, que tinha o ideal de mudar a mentalidade literária em Portugal, e ficou consagrado por obras como "Odes Modernas" e "Bom Senso e Bom Gosto".

Antero de Quental fez parte da Geração de 70, que reunia alguns dos melhores poetas e escritores portugueses. O poeta e filósofo se tornou um dos maiores líderes do Realismo em Portugal. Com isso, ele abandonou os velhos conceitos e ideias do Romantismo e marcou uma nova fase de poetas que defendiam a liberdade de pensamento, a filosofia, a política e os aspectos sociais.

As principais obras de Antero de Quental foram: Sonetos de Antero, Primaveras Românticas, Sonetos Completos, Raios de Extinta Luz, Beatrice e Fiat Lux, Odes Modernas, Bom Senso e Bom Gosto, entre outras.

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