O absolutismo foi um sistema político que concentrava o poder nas mãos dos reis. Os poderes absolutos eram concedidos à monarquia por um Direito Divino predeterminado.

A principal característica do absolutismo era a centralização política. Este tipo de regime foi bastante comum em países da Europa.


Sistema político da Idade Moderna

O absolutismo é classificado como um sistema político predominante na Idade Moderna. Nesse tipo de governo havia total ausência de divisão de poderes, e todas as decisões políticas, econômicas e sociais eram responsabilidade do rei.

De acordo com o absolutismo, a monarquia era soberana. Os principais teóricos que escreveram sobre este regime foram: Maquiavel, Jean Bodin, Bossuet e Thomas Hobbes.

As monarquias absolutistas dividiam a sociedade entre nobreza e súditos, estabelecendo uma obrigação de fidelidade, obediência e respeito ao rei. Os monarcas tinham o direito de julgar e legislar a seu critério, sem que a sociedade pudesse questionar as decisões.

Referência do absolutismo

O principal nome e referência do regime absolutista foi o monarca francês Luís XIV, que ficou conhecido como o Rei Sol. Ele distribuía prêmios em dinheiro e incentivos fiscais à burguesia, favorecia as manufaturas, concedia favores e empregos e tinha milhares de aristocratas ao seu lado.

Durante o seu governo, Luís XIV controlou todos os grupos sociais da época. Também neste período, surgiram teorias políticas para justificar o poder do rei, como, por exemplo, a obra “A República”, do século XVI, escrita pelo francês Jean Bodin. O livro defendia a soberania inalienável do rei, a fim de combater qualquer forma de instabilidade política.

Outras obras do mesmo período também defenderam que o rei não deveria justificar seus atos e que a origem da realeza era divina, afirmando, inclusive, que o rei seria a representação de Deus na Terra. Esses pensamentos foram fortalecidos durante o absolutismo francês.


Características do absolutismo

No absolutismo, os reis controlavam todos os aspectos da nação, como a balança comercial, a economia, as medidas protecionistas, as barreiras alfandegárias, o comportamento social, a cultura, entre outros. A burguesia se aliava aos interesses dos reis, com o objetivo de conquistar mais poder e relevância social.

O absolutismo se tornou, então, um sistema de governo autoritário e de poder absoluto para a figura do rei, com total ausência de limites para o exercício deste poder. Isso significa que os reis faziam as leis e estabeleciam as decisões executivas.

A soberania era justificada pela divindade, e a autoridade dos reis era um direito concedido por Deus. Dessa forma, o poder dos reis era incontestável e hereditário.

Neste tipo de regime, os reis detinham, até mesmo, o controle sobre a vida espiritual de seus súditos. A sociedade formava as cortes, e os reis também tinham o apoio dos exércitos nacionais. O regime foi marcante principalmente na França e na Espanha.

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