O processo de abolição aconteceu em diversas regiões do mundo, em momentos diferentes, garantindo o fim da escravidão. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), escravidão é toda atividade de tráfico humano.

Infelizmente, ao longo da história da humanidade, os negros foram colocados pelos brancos em situação de escravidão, sendo expostos a jornadas exaustivas de trabalho, sem remuneração e liberdade, e vivendo em condições desumanas e insalubres.

O primeiro país do mundo a decretar o fim da escravidão foi a Dinamarca, no ano de 1792. Contudo, a lei só entrou em vigor no ano de 1803.

Historicamente, o Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão, apenas no ano de 1888.


A abolição da escravatura no mundo

Em 1807, o Parlamento britânico proibiu o tráfico de escravos na Inglaterra, por meio do chamado “Abolition Act”, ou ato da abolição. Depois disso, todos os países europeus que tinham algum pacto de amizade ou aliança comercial com a Inglaterra também começaram a decretar a abolição.

Os países da África foram os últimos a acabarem com a escravidão. Na Mauritânia, por exemplo, a abolição só ocorreu em 1980.

Apesar de todos os esforços para combater a escravidão no mundo, ainda hoje é possível encontrar milhares de pessoas vivendo em situação análoga à escravidão, inclusive no Brasil.

Um país que ainda sofre com diversos conflitos étnicos é o Sudão, onde estima-se que ainda existam cerca de 90 mil pessoas vivendo como escravos.

Nações como Chile e México decretaram o fim da escravidão bem antes que o Brasil. No Chile, a proibição da escravidão aconteceu em 1823, e no México em 1829.

O Brasil chegou a sofrer pressão da Inglaterra para decretar a abolição em 1826, mas o compromisso não foi cumprido. Em 1833, o Parlamento Britânico sancionou a lei que acabou com a escravidão em todo o Império do Reino Unido.

Em 1850, foi assinada no Brasil a Lei Eusébio de Queiróz, que proibiu o comércio de escravos no país.


A abolição da escravatura no Brasil

Como mencionado, no Brasil, a abolição só se tornou realidade em 1888, por meio da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 13 de maio. A medida não foi bem recebida pelos grandes proprietários de terras. Por isso, mesmo depois de decretado o fim da escravidão, muitos fazendeiros continuaram a usar a mão de obra escrava.

Durante o movimento abolicionista, no século XIX, diversos grupos defenderam o fim da escravidão. Na década de 1850, esse movimento ganhou força no Brasil e os escravos deixaram de ser trazidos da África.

Para suprir a falta da mão de obra escrava, os fazendeiros começaram a contar com os imigrantes europeus, que passaram a trabalhar nas lavouras brasileiras.

Um dos problemas relacionados à Lei Áurea é que ela não garantia nenhum tipo de benefício ou apoio para os ex-escravos e, dessa forma, eles tinham que continuar submetidos à exploração de seus patrões.

Em resumo, a abolição no Brasil foi um processo lento e que não tratou de integrar o negro à sociedade. As leis aprovadas proibiram a exploração da força de trabalho dos negros, mas não resolveram os problemas que essa parcela da população enfrentava naquele período.

Leia também! Assuntos relevantes